quarta-feira, 15 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
terça-feira, 30 de abril de 2013
Exposição de pintura «Ensaio sobre a solidão»
No âmbito dos Recursos de Educação, a Câmara Municipal de Évora tem o prazer de convidar V.ª Ex.ª a visitar a exposição de pintura “Ensaio sobre a solidão”
de José Mouga que se encontra no Palácio D. Manuel até ao próximo dia 4
de maio, bem como solicita e agradece a Vossa colaboração na divulgação
da exposição junto dos Vossos professores, alunos e funcionários.
Trata-se
de um artista da maior importância no panorama das artes plásticas em
Portugal, com amplo reconhecimento fora do país que foi durante muitos
anos responsável pelo Departamento de pintura no Ar.co e membro da
Direção. Foi professor agregado da FBAUL e coordenador do curso de
pintura do IAO, da Universidade Autónoma de Lisboa. Está representado
nas maiores coleções de arte de vários museus nacionais e estrangeiros.
No
sentido de dar a conhecer algumas das obras de José Mouga o Serviço de
Cultura da Câmara Municipal de Évora promove visitas de estudo à
referida exposição.
A
exposição retrata “ (…) figuras imaginárias e tutelares, nítidas e
imensas como as sombras de Agosto. Surgiram, (…), do desenrolar de um
fio de gestos íntimos e inadiáveis (…) [tecidos] em corpos de tinta da
china. Primeiro sozinhas e encostadas a lugares de cal, depois
acompanhadas de um cão tão negro como o piano imenso de onde saiam as
primeiras notas da sonatina de Diabelli. (…) “.
INFORMAÇÕES_
Visitas guiadas para maiores de 12 anos.
Local | Palácio D. Manuel, Jardim Público de Évora: de 2ª a 6ª das 10h às 12h e das 14h às 18h. Sábados das 14h às 18h.
Todas as visitas têm marcação prévia:
Marcações
de visitas |tel.: 266 777000 (extensão 2504 - Margarida Branco |
Serviço de Cultura, Artes e Património Imaterial ou 2620 – Palácio D.
Manuel, Sílvia Lopes).
HORÁRIOS_
Horário para visitas de> 12 – às 11h ou às 15h, durante a semana.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Para fazer o retrato de um Pássaro
Pintar primeiro uma gaiola
com a porta aberta.
Pintar depois alguma coisa
bonita,
alguma coisa simples,
alguma coisa bela,
alguma coisa útil para o
pássaro.
Encostar depois a tela a uma
árvore num jardim,
num parque
ou numa floresta.
Esconder-se atrás da árvore
sem dizer nada, sem se mexer…
Por vezes o pássaro chega
depressa,
mas pode também demorar longos
anos até se decidir.
Não desanimar;
esperar,
esperar durante anos,
se necessário,
pois não importa
que o pássaro chegue depressa
ou que demore,
para se conseguir
um bom quadro.
Quando o pássaro chegar, se
chegar,
manter o mais profundo
silêncio,
esperar que o pássaro entre na
gaiola,
e quando tiver entrado
fechar suavemente
a porta com o pincel.
Depois,
apagar uma a uma todas as
barras,
tendo o cuidado de não tocar
em nenhuma das penas do pássaro.
Fazer depois o retrato da
árvore,
escolhendo o mais belo dos
seus ramos para o pássaro.
Pintar também a verde folhagem
e a frescura do vento,
a poeira do sol
e o zumbido dos insetos no
calor do verão
e depois esperar que o pássaro
se decida a cantar.
Se o pássaro não cantar é mau
sinal,
sinal de que o quadro é mau.
Mas se cantar
é bom sinal,
sinal de que podes assinar.
Então, arranca muito suavemente
uma das penas do pássaro
e escreve o teu nome num canto
do quadro.
(Amanhã podes pintar outro.)
Jacques Prévert
Para fazer o retrato de um Pássaro
Caio Henrique
quarta-feira, 17 de abril de 2013
«Com Unhas e Dentes», Luís Filipe Parrado
Estar
vivo
é
abrir uma gaveta
na
cozinha,
tirar
uma faca de cabo preto,
descascar
uma laranja.
Viver
é outra coisa:
deixas
a gaveta fechada
e
arrancas tudo
com
unhas e dentes,
o
sabor amargo da casca
de
tão doce,
não
o esqueces.
20 poemas de amor e uma canção desesperada: Poema 14, Pablo Neruda
Brincas
todos os dias com a luz do Universo.
Subtil
visitadora, chegas na flor e na água.
És
mais do que a pequena cabeça branca que aperto
como
um cacho entre as mãos todos os dias.
Com
ninguém te pareces desde que eu te amo.
Deixa-me
estender-te entre grinaldas amarelas.
Quem
escreve o teu nome com letras de fumo
entre
as estrelas do sul?
Ah,
deixa-me lembrar como eras então,
quando
ainda não existias.
Subitamente
o vento uiva e bate à minha janela fechada.
O
céu é uma rede coalhada de peixes sombrios.
Aqui
vêm soprar todos os ventos, todos.
Aqui
despe-se a chuva.
Passam
fugindo os pássaros.
O
vento. O vento.
Eu
só posso lutar contra a força dos homens.
O
temporal amontoa folhas escuras
e
solta todos os barcos que esta noite amarraram ao céu.
Tu
estás aqui. Ah tu não foges.
Tu
responder-me-ás até ao último grito.
Enrola-te
a meu lado como se tivesses medo.
Porém
mais que uma vez correu uma sombra estranha
pelos
teus olhos.
Agora,
agora também pequena, trazes-me madressilva,
e
tens até os seios perfumados.
Enquanto
o vento triste galopa matando borboletas
eu
amo-te, e a minha alegria morde a tua boca de ameixa.
Quanto
te haverá doído acostumares-te a mim,
à
minha alma selvagem e só,
ao
meu nome que todos escorraçam.
Vimos
arder tantas vezes a estrela d'alva beijando-nos os olhos
e
sobre as nossas cabeças destorcem-se os crepúsculos
em
leques rodopiantes.
As
minhas palavras choveram sobre ti acariciando-te.
Amei
desde há que tempo o teu corpo de nácar moreno.
Creio-te
mesmo dona do Universo.
Vou
trazer-te das montanhas flores alegres, "copihues",
avelãs
escuras, e cestos silvestres de beijos.
Quero
fazer contigo
o
que a primavera faz com as cerejeiras.
Shell Greenier
segunda-feira, 15 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
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