quarta-feira, 24 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Para fazer o retrato de um Pássaro
Pintar primeiro uma gaiola
com a porta aberta.
Pintar depois alguma coisa
bonita,
alguma coisa simples,
alguma coisa bela,
alguma coisa útil para o
pássaro.
Encostar depois a tela a uma
árvore num jardim,
num parque
ou numa floresta.
Esconder-se atrás da árvore
sem dizer nada, sem se mexer…
Por vezes o pássaro chega
depressa,
mas pode também demorar longos
anos até se decidir.
Não desanimar;
esperar,
esperar durante anos,
se necessário,
pois não importa
que o pássaro chegue depressa
ou que demore,
para se conseguir
um bom quadro.
Quando o pássaro chegar, se
chegar,
manter o mais profundo
silêncio,
esperar que o pássaro entre na
gaiola,
e quando tiver entrado
fechar suavemente
a porta com o pincel.
Depois,
apagar uma a uma todas as
barras,
tendo o cuidado de não tocar
em nenhuma das penas do pássaro.
Fazer depois o retrato da
árvore,
escolhendo o mais belo dos
seus ramos para o pássaro.
Pintar também a verde folhagem
e a frescura do vento,
a poeira do sol
e o zumbido dos insetos no
calor do verão
e depois esperar que o pássaro
se decida a cantar.
Se o pássaro não cantar é mau
sinal,
sinal de que o quadro é mau.
Mas se cantar
é bom sinal,
sinal de que podes assinar.
Então, arranca muito suavemente
uma das penas do pássaro
e escreve o teu nome num canto
do quadro.
(Amanhã podes pintar outro.)
Jacques Prévert
Para fazer o retrato de um Pássaro
Caio Henrique
quarta-feira, 17 de abril de 2013
«Com Unhas e Dentes», Luís Filipe Parrado
Estar
vivo
é
abrir uma gaveta
na
cozinha,
tirar
uma faca de cabo preto,
descascar
uma laranja.
Viver
é outra coisa:
deixas
a gaveta fechada
e
arrancas tudo
com
unhas e dentes,
o
sabor amargo da casca
de
tão doce,
não
o esqueces.
20 poemas de amor e uma canção desesperada: Poema 14, Pablo Neruda
Brincas
todos os dias com a luz do Universo.
Subtil
visitadora, chegas na flor e na água.
És
mais do que a pequena cabeça branca que aperto
como
um cacho entre as mãos todos os dias.
Com
ninguém te pareces desde que eu te amo.
Deixa-me
estender-te entre grinaldas amarelas.
Quem
escreve o teu nome com letras de fumo
entre
as estrelas do sul?
Ah,
deixa-me lembrar como eras então,
quando
ainda não existias.
Subitamente
o vento uiva e bate à minha janela fechada.
O
céu é uma rede coalhada de peixes sombrios.
Aqui
vêm soprar todos os ventos, todos.
Aqui
despe-se a chuva.
Passam
fugindo os pássaros.
O
vento. O vento.
Eu
só posso lutar contra a força dos homens.
O
temporal amontoa folhas escuras
e
solta todos os barcos que esta noite amarraram ao céu.
Tu
estás aqui. Ah tu não foges.
Tu
responder-me-ás até ao último grito.
Enrola-te
a meu lado como se tivesses medo.
Porém
mais que uma vez correu uma sombra estranha
pelos
teus olhos.
Agora,
agora também pequena, trazes-me madressilva,
e
tens até os seios perfumados.
Enquanto
o vento triste galopa matando borboletas
eu
amo-te, e a minha alegria morde a tua boca de ameixa.
Quanto
te haverá doído acostumares-te a mim,
à
minha alma selvagem e só,
ao
meu nome que todos escorraçam.
Vimos
arder tantas vezes a estrela d'alva beijando-nos os olhos
e
sobre as nossas cabeças destorcem-se os crepúsculos
em
leques rodopiantes.
As
minhas palavras choveram sobre ti acariciando-te.
Amei
desde há que tempo o teu corpo de nácar moreno.
Creio-te
mesmo dona do Universo.
Vou
trazer-te das montanhas flores alegres, "copihues",
avelãs
escuras, e cestos silvestres de beijos.
Quero
fazer contigo
o
que a primavera faz com as cerejeiras.
Shell Greenier
segunda-feira, 15 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
«Avalon Theatre Company - ROUNDHEADS AND CAVALIERS», AWESOME!
O auditório da paróquia dos Álamos recebeu mais um ano a Avalon Teather Company para encantar os pequenos e os graúdos com a peça «ROUNDHEADS AND CAVALIERS».
Esta atividade, dinamizada pelo grupo de Inglês do nosso agrupamento de escolas, promove a língua inglesa no 2º e 3º ciclos.
Obrigada a todos pela excelente manhã que passámos juntos.
Esta atividade, dinamizada pelo grupo de Inglês do nosso agrupamento de escolas, promove a língua inglesa no 2º e 3º ciclos.
Obrigada a todos pela excelente manhã que passámos juntos.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Dia Internacional do Livro Infantil, Hans Christian Andersen
O
escritor dinamarquês de literatura infantil mundialmente conhecido, nasceu a 2
de abril de 1805 em Odessa e morreu a 4 de agosto de 1875 em Copenhaga, Dinamarca.
Aos 11 anos, depois da morte do seu
pai, que era sapateiro, foi viver para Copenhaga onde estudou canto e dança.
Andersen trabalhou no Teatro Real como bailarino e ator. E ainda escreveu
algumas peças de teatro.
Em 1828, entrou na Universidade de
Copenhaga.
Passaram 5 anos e em 1833 publicou
os seus primeiros romances. Escreveu obras dramáticas, diários, apontamentos de
viagens e romances. Em 1835 começou o reconhecimento internacional com o seu
romance: O Improvisador.
Também escreveu: Nada como um menestrel, Livro de imagens sem
imagens e O romance da minha vida (autobiografia em 1847).
Andersen ficou mundialmente
conhecido pelos contos de literatura infantil que escreveu, o que era muito
raro na sua cidade.
As suas obras mais famosas foram: ”A
Pequena Sereia” e o “Patinho Feio” onde se nota que ele se baseava na sua
própria história.
Andersen tentava que as pessoas
adotassem as morais que sempre escrevia nos seus livros.
Em 1872, Andersen ficou muito doente
e viria a morrer em 1875. A data do seu nascimento é utilizada para assinalar o
Dia Internacional do Livro Infanto- Juvenil.
Víctor
Vidal 6ºG nº23
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