segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Castanhas

As castanhas são os aquénios (geralmente três) do ouriço, o fruto capsular epinescente do castanheiro-da-europa (Castanea sativa).

Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a história da civilização ocidental desde há mais de 100 mil anos. A par com o pistácio, a castanha constituiu um importante contributo calórico ao homem pré-histórico que também a utilizou na alimentação dos animais.

Os gregos e os romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor. Os romanos incluíam a castanha nos seus banquetes. Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.

Com o Renascimento, a gastronomia assume novo requinte, com novas fórmulas e confeções. Surge o marron glacé, passando de França para Espanha e daí, com as Invasões Francesas, chega a Portugal.

A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente, como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidrato de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte de potássio. Consideradas, atualmente, quase como uma “guloseima” de época, as castanhas, em tempo idos, constituíram um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão na ausência deste, quando os rigores e escassez do Inverno se instalavam. Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamento remonta à Pré-História. in http://pt.wikipedia.org/wiki/Castanha

Uma sugestão para o jantar de São Martinho

Ingredientes:
• 800g de lombo de porco;
• 500g de castanhas;
• 1 Colher de sopa de massa de pimentão;
• 3 Dentes de alho;
• 1 Folha de louro;
• 2,5dl de vinho de mesa branco;
• 5 Colheres de sopa de azeite;
• Sal q.b.;
• Pimenta branca moída q.b.;
• Batatas.
 

Preparação:
Corte a carne em cubos e tempere com os dentes de alho picados, o louro, a massa de pimentão, sal e pimenta, misturando muito bem. Deixe repousar durante 30 minutos. De seguida, leve ao lume um tacho com o azeite, deixe aquecer e junte a carne, deixando-a cozinhar até ficar bem douradinha,  mexendo de vez em quando. Adicione o vinho e deixe ferver. Depois junte as castanhas, tape e deixe cozinhar em lume brando durante 20 minutos, mexendo de vez em quando. Sirva o prato quente e acompanhe com batatas fritas em cubos.

Dia de São Martinho

Este dia é uma das celebrações que marcam o outono e é muito tradicional celebrar-se com um magusto.

História de São Martinho
A lenda de São Martinho conta que certo dia, um soldado romano chamado Martinho, estava a caminho da sua terra natal. O tempo estava muito frio e Martinho encontrou um mendigo cheio de frio que lhe pediu esmola. Martinho rasgou a sua capa em duas e deu uma ao mendigo. De repente o frio parou e o tempo aqueceu. Este acontecimento acredita-se que tenha sido a recompensa por Martinho ter sido bom para com o mendigo.

A tradição do Dia de São Martinho é assar as castanhas e beber o vinho novo, produzido com a colheita do verão anterior.

Por norma, na véspera e no Dia de São Martinho o tempo melhora e o sol aparece. Este acontecimento é conhecido como o Verão de São Martinho.

Frases e Provérbios de São Martinho
Por S. Martinho semeia fava e o linho.
Se o inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho.
No dia de S. Martinho, castanhas, pão e vinho.
No dia de S. Martinho com duas castanhas se faz um magustinho.
Dia de S. Martinho, fura o teu pipinho.
Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
Pelo S. Martinho, todo o mosto é bom vinho.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

E as obras continuam...


Rui Mário Gonçalves, um Senhor Professor de Literatura e Artes Plásticas na FLL

        Rui Mário Gonçalves: Para Memória Futura,
João Pinharanda

 Este é um pequeno mas intenso depoimento pessoal que desejo se torne transmissível. Redijo-o sem a pretensão académica nem sequer jornalística de enunciar obras publicadas, alinhar cargos exercidos, enumerar exposições realizadas, levantar as polémicas mantidas: sem referir pontos de divergência com algumas das suas escolhas e avaliações críticas, métodos de comunicação historiográfica ou soluções de curadoria.
         O propósito deste texto é orientar, quem sobre a obra de RMG se venha debruçar, para algumas áreas do seu trabalho crítico essenciais na revelação de certas zonas de rutura e conflito na arte portuguesa dos anos de 1950 mas, principalmente dos anos 60. Primeiro, a atenção que teve para com a arte abstrata (geométrica e não-geométrica) contrariando a dominante (neo-)realista da cultura portuguesa. Mas, principalmente, destacar a atenção que prestou ao vasto leque de sensibilidades derivadas do surrealismo português, a partir desses mesmo anos 50 e que, nas duas décadas seguintes, marcadas por outras correntes internacionais, se revelaram em toda a sua vitalidade. Mercê de uma formação que se alimentava de um marxismo, inevitável naqueles anos, e de um conhecimento da psicanálise, também inevitável mas mais raro entre nós, é especialmente importante a atenção que teimosamente dedicou a obras e personalidades como as de Mário Cesariny (e todos os divergentes do Grupo Surrealista de Lisboa), António Areal, Eurico, Charrua, Álvaro Lapa ou Joaquim Bravo, apenas para citar alguns dos nomes que também acolheu nas indispensáveis exposições que organizou na Livraria Buchholz, em Lisboa. Sem nunca colocar em causa a narrativa canónica da historiografia de José-Augusto França (que não dá eco consagratório a muitas destas sensibilidades) ele era, no dizer de um amigo comum, "o único que podia estar de manhã no café com o França e à tarde lanchar com o Cesariny".
         Sem museus e quase sem livros, em plena crise de mercado nas galerias foi com Rui Mário Gonçalves, em longas tardes de sábado, nos cursos livres da Galeria Quadrum em Lisboa, que primeiro aprendi, na segunda metade dos anos 70, os factos e vi as imagens da arte contemporânea nacional e internacional. Nos anos de 1980, divergimos em certas escolhas críticas que viram luz neste mesmo jornal - era o sentido de uma inevitável rutura geracional que importava acentuar então. Em todos os júris ou algumas conferências em que participámos depois (até ao recente Prémio Amadeo de Sousa Cardozo, em Amarante, em 2013) conseguimos sempre encontrar plataformas de intensa troca de ideias e eu, principalmente, de recolha das informações factuais que generosamente disponibilizava. Todos lhe dizíamos que ele nos devia umas "Memórias" mas penso que nunca sentiu necessidade de passar do seu saboroso registo oral para a burocracia da escrita. Uma das urgências maiores que a sua inesperada morte nos exige é a da preservação organização dos seus arquivos, que ele anunciava caóticos mas que, de qualquer maneira, cobrem cerca de 60 anos de história da arte portuguesa.






E passaram por aqui!




Mas que as há, há!


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

«Todos Juntos Podemos Ler» ou «Nós na BE, porque ler faz a diferença»

          O projeto da nossa biblioteca, do ano letivo passado, denominado de «Biblioteca de Todas as Cores», que teve como principal objetivo enquadrar os alunos e os professores de educação especial, nos trabalhos da biblioteca escolar, ganha, este ano letivo, um novo ânimo, no âmbito da nossa candidatura, bem-sucedida, ao projeto nacional «Todos Juntos Podemos Ler». Esta proposta de cariz nacional, financiada, é fruto de uma parceria entre a RBE (Rede de Bibliotecas Escolares), o PNL (Plano Nacional de Leitura) e a Direção de Serviços da Educação Especial e Apoios Socioeducativos.

         Apresentamos o nosso trabalho com o título «Nós na BE, porque ler faz a diferença». A matriz do projeto resume-se na criação de bibliotecas inclusivas, capazes de proporcionar oportunidades de leitura para todos os alunos. É isto que pretendemos fazer, ao longo de dois anos, de forma transversal, em todas as bibliotecas escolares do nosso Agrupamento: adaptar o espaço, a coleção e as leituras aos nossos utilizadores de educação especial, sob a máxima da inclusão.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Atreve-te na diferença


A lâmpada-livro


O livro e a luz


Antecipando 2015, Ano Internacional da Luz




            O Ano Internacional da Luz será celebrado em 2015 por decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas em reconhecimento da importância das tecnologias associadas à luz na promoção do desenvolvimento sustentável e na busca de soluções para os desafios globais nos campos da energia, educação, agricultura e saúde.
           Ao longo do ano  realizar-se-ão atividades em diversos países, dirigidas a um público amplo e diversificado. A cerimónia de abertura terá lugar em Paris, nos dias 19 e 20 de janeiro.

Uma semana depois


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Relembrando: 2014, Ano Internacional da Agricultura Familiar

         «A Assembleia das Nações Unidas proclamou 2014 Ano Internacional da Agricultura Familiar. A agricultura familiar é uma forma de garantir a produção agrícola e silvícola, assim como a pesca, o pastoreio e a agricultura, gerida e dirigida por uma família que na sua maior parte depende da mão de obra familiar não assalariada, tanto de mulheres como de homens. A família e a exploração estão vinculadas, coevoluem e combinam funções económicas, ambientais, reprodutivas, sociais e culturais.


          A UNESCO visa a aumentar a visibilidade da agricultura familiar e dos pequenos agricultores, focalizando a atenção mundial no importante papel na erradicação da fome e pobreza, provisão de segurança alimentar e nutricional, melhora dos meios de subsistência, gestão dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais. 

Acompanhando as obras da escola


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Comemoração do Dia da Paralisia Cerebral

          A data celebrou-se pela primeira vez em Portugal em 2013. Esta data visa desmistificar alguns preconceitos relacionados com a paralisia cerebral e mostrar à sociedade os problemas e desafios que sofrem diariamente as pessoas com paralisia cerebral, assim como as suas famílias.
          A paralisia cerebral é a doença motora mais frequente nas crianças e assume diferentes tipos de gravidade de pessoa para pessoa. Em cada 1000 crianças que nascem, 2 podem sofrer de paralisia cerebral.


           
        O dia 20 de Outubro passará, a partir deste ano, a ser reconhecido oficialmente como o Dia Nacional da Paralisia Cerebral (Resolução da Assembleia da República nº.27/2014).
          Será sem dúvida um dia especial para os mais de 20.000 cidadãos portugueses com PC e respectivas famílias, que diariamente se vêem confrontados com os mais diversos problemas.
        
  APCE
          
Missão: «Executar, no âmbito da respectiva área geográfica as tarefas inerentes à Associação, nomeadamente prestar serviços de qualidade nas áreas da reabilitação, formação e de apoio à infância e juventude, promovendo autonomia, integração e qualidade de vida das pessoas com Paralisia Cerebral e situações neurológicas afins numa lógica de cuidados globais e integrados ao longo de toda a sua vida e em cooperação activa com as famílias e os associados. 

Promover o desenvolvimento pessoal e social da criança e do jovem com base em experiências de vida democrática numa perspectiva de educação para a cidadania e fomento da inserção da criança e do jovem em grupos sociais diversos, no respeito pela pluralidade das culturas, favorecendo uma progressiva consciência como membro da sociedade e estimular o desenvolvimento global da criança e do jovem no respeito pelas suas características individuais, incutindo comportamentos que favoreçam aprendizagens significativas e diferenciadas.

Por fim, promover a reflexão científica sobre as práticas desenvolvidas e sua divulgação.»

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

ENCONTROS COM ESCRITORES

     Olá a tod@s, amig@s da nossa BE! 
     Dando início à atividade ENCONTROS COM ESCRITORES, é com enorme prazer que publicamos imagens do encontro com o nosso amigo e colega Jorge Branquinho, que a Dom Pepe Livraria (Évora- Portugal) promoveu. Uma visita ao contrário, editada pela Chiado Editora, estimula a expetativa da criançada sobre a página seguinte. Um livro a ser explorado e recriado pela imaginação das crianças. 
     Parabéns, Jorge!






Um ano de BE em fotografias

Um ano de BE em fotografias (continuação)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O projeto «Mezinhas e Comezainas» acabou em comezainas na nossa cantina. Obrigada a todos os que colaboraram e que puderam vir almoçar connosco!


          Um projeto do 6ºF, integrado no Ler+ Escrever Melhor, em parceria com o aLer+, com a BE e com a CERCI de Évora, que culminou com a edição muito limitada de um livro delicioso, orientado pelas professoras Mª José Diogo e Mª Helena Barreto e que foi hoje apresentado num almoço na nossa cantina.
          Agradecemos a todos que colaboraram para que o livro chegasse às nossas mãos e agradecemos,  especialmente, às nossas cozinheiras, às nossas funcionárias e à Sra. D. Rosa, o almoço maravilhoso que nos foi servido.