segunda-feira, 24 de novembro de 2014

FEIRA DO LIVRO NA EBAR de 24 a 28 de novembro







A Educação Especial, a BE e Leitura Gestual na EBAR



          No âmbito das iniciativas desenvolvidas para assinalar o DIA NACIONAL DA LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA, encontra-se patente uma Exposição no Polivalente da Escola Básica André de Resende.

           Sensibilizar e Dar a Conhecer junto da Comunidade Ouvinte a importância da LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA é o objetivo desta Exposição.
          A profª Rita David passou com a turma do 6ºB pela Exposição e os alunos mostraram-se muito atentos e interessados em descobrir os gestos que estão por detrás das palavras.















quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Precisam-se!

Joe Waldron

Neste fim de semana há livros novos!



             Olá a tod@s, amig@s da nossa BE! 
No dia 27 de novembro de 2014, aconteceu o lançamento do livro AMALI E ABDUL da professora bibliotecária, Isabel Bravo. Foi com emoção que o público ouviu as palavras de D.Francisco Senra Coelho, bispo auxiliar de Braga, que prefaciou esta encantadora história. O editor, André Pereira, da Editora Caminho das Palavras, a ilustradora, Daniela Bacalhau e a autora, Isabel Bravo, mostraram-se igualmente emocionados com a história do nascimento desta pequena/grande obra que muito irá dar que falar. PARABÉNS!!! 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Formação de utilizadores


   
               Como já vai sendo hábito, a nossa BE incentiva os recém-chegados a conhecer a BE, permitindo, assim, que, com autonomia, os seus utilizadores possam integrar este espaço beneficiando de todas as valências e instrumentos que a BE oferece.


 Formação de Utilizadores na BE do Rossio.



         Recuperando o Dia das Bibliotecas Escolares que aconteceu na BE do Bairro da Câmara.


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Eu sou a Inês e gosto de Português

           A Inês é uma menina muito especial, gosta de ler, gosta de histórias, gosta muito de escrever e é muito trabalhadora. Pertence à turma B, turma que vai desenvolver o projeto «Todos juntos na BE, porque ler faz a diferença» e hoje partilhou connosco a sua apresentação oral, aqui, na BE! Foi muito bom!

Todos juntos na BE...









          Começámos por ler o final de Ali Babá na BE, juntos, porque ler faz a diferença, Ler e saber Ler, Ler é compreender, é ver, é ser diferente, porque se recria, revive, reinventa... Ler faz a diferença! O 6º B portou-se muito bem!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O sono com a Srª enfermeira Otília: «Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer.»





En français, s'il vous plaît

Castanhas

As castanhas são os aquénios (geralmente três) do ouriço, o fruto capsular epinescente do castanheiro-da-europa (Castanea sativa).

Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a história da civilização ocidental desde há mais de 100 mil anos. A par com o pistácio, a castanha constituiu um importante contributo calórico ao homem pré-histórico que também a utilizou na alimentação dos animais.

Os gregos e os romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor. Os romanos incluíam a castanha nos seus banquetes. Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.

Com o Renascimento, a gastronomia assume novo requinte, com novas fórmulas e confeções. Surge o marron glacé, passando de França para Espanha e daí, com as Invasões Francesas, chega a Portugal.

A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente, como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidrato de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte de potássio. Consideradas, atualmente, quase como uma “guloseima” de época, as castanhas, em tempo idos, constituíram um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão na ausência deste, quando os rigores e escassez do Inverno se instalavam. Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamento remonta à Pré-História. in http://pt.wikipedia.org/wiki/Castanha

Uma sugestão para o jantar de São Martinho

Ingredientes:
• 800g de lombo de porco;
• 500g de castanhas;
• 1 Colher de sopa de massa de pimentão;
• 3 Dentes de alho;
• 1 Folha de louro;
• 2,5dl de vinho de mesa branco;
• 5 Colheres de sopa de azeite;
• Sal q.b.;
• Pimenta branca moída q.b.;
• Batatas.
 

Preparação:
Corte a carne em cubos e tempere com os dentes de alho picados, o louro, a massa de pimentão, sal e pimenta, misturando muito bem. Deixe repousar durante 30 minutos. De seguida, leve ao lume um tacho com o azeite, deixe aquecer e junte a carne, deixando-a cozinhar até ficar bem douradinha,  mexendo de vez em quando. Adicione o vinho e deixe ferver. Depois junte as castanhas, tape e deixe cozinhar em lume brando durante 20 minutos, mexendo de vez em quando. Sirva o prato quente e acompanhe com batatas fritas em cubos.

Dia de São Martinho

Este dia é uma das celebrações que marcam o outono e é muito tradicional celebrar-se com um magusto.

História de São Martinho
A lenda de São Martinho conta que certo dia, um soldado romano chamado Martinho, estava a caminho da sua terra natal. O tempo estava muito frio e Martinho encontrou um mendigo cheio de frio que lhe pediu esmola. Martinho rasgou a sua capa em duas e deu uma ao mendigo. De repente o frio parou e o tempo aqueceu. Este acontecimento acredita-se que tenha sido a recompensa por Martinho ter sido bom para com o mendigo.

A tradição do Dia de São Martinho é assar as castanhas e beber o vinho novo, produzido com a colheita do verão anterior.

Por norma, na véspera e no Dia de São Martinho o tempo melhora e o sol aparece. Este acontecimento é conhecido como o Verão de São Martinho.

Frases e Provérbios de São Martinho
Por S. Martinho semeia fava e o linho.
Se o inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho.
No dia de S. Martinho, castanhas, pão e vinho.
No dia de S. Martinho com duas castanhas se faz um magustinho.
Dia de S. Martinho, fura o teu pipinho.
Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
Pelo S. Martinho, todo o mosto é bom vinho.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

E as obras continuam...


Rui Mário Gonçalves, um Senhor Professor de Literatura e Artes Plásticas na FLL

        Rui Mário Gonçalves: Para Memória Futura,
João Pinharanda

 Este é um pequeno mas intenso depoimento pessoal que desejo se torne transmissível. Redijo-o sem a pretensão académica nem sequer jornalística de enunciar obras publicadas, alinhar cargos exercidos, enumerar exposições realizadas, levantar as polémicas mantidas: sem referir pontos de divergência com algumas das suas escolhas e avaliações críticas, métodos de comunicação historiográfica ou soluções de curadoria.
         O propósito deste texto é orientar, quem sobre a obra de RMG se venha debruçar, para algumas áreas do seu trabalho crítico essenciais na revelação de certas zonas de rutura e conflito na arte portuguesa dos anos de 1950 mas, principalmente dos anos 60. Primeiro, a atenção que teve para com a arte abstrata (geométrica e não-geométrica) contrariando a dominante (neo-)realista da cultura portuguesa. Mas, principalmente, destacar a atenção que prestou ao vasto leque de sensibilidades derivadas do surrealismo português, a partir desses mesmo anos 50 e que, nas duas décadas seguintes, marcadas por outras correntes internacionais, se revelaram em toda a sua vitalidade. Mercê de uma formação que se alimentava de um marxismo, inevitável naqueles anos, e de um conhecimento da psicanálise, também inevitável mas mais raro entre nós, é especialmente importante a atenção que teimosamente dedicou a obras e personalidades como as de Mário Cesariny (e todos os divergentes do Grupo Surrealista de Lisboa), António Areal, Eurico, Charrua, Álvaro Lapa ou Joaquim Bravo, apenas para citar alguns dos nomes que também acolheu nas indispensáveis exposições que organizou na Livraria Buchholz, em Lisboa. Sem nunca colocar em causa a narrativa canónica da historiografia de José-Augusto França (que não dá eco consagratório a muitas destas sensibilidades) ele era, no dizer de um amigo comum, "o único que podia estar de manhã no café com o França e à tarde lanchar com o Cesariny".
         Sem museus e quase sem livros, em plena crise de mercado nas galerias foi com Rui Mário Gonçalves, em longas tardes de sábado, nos cursos livres da Galeria Quadrum em Lisboa, que primeiro aprendi, na segunda metade dos anos 70, os factos e vi as imagens da arte contemporânea nacional e internacional. Nos anos de 1980, divergimos em certas escolhas críticas que viram luz neste mesmo jornal - era o sentido de uma inevitável rutura geracional que importava acentuar então. Em todos os júris ou algumas conferências em que participámos depois (até ao recente Prémio Amadeo de Sousa Cardozo, em Amarante, em 2013) conseguimos sempre encontrar plataformas de intensa troca de ideias e eu, principalmente, de recolha das informações factuais que generosamente disponibilizava. Todos lhe dizíamos que ele nos devia umas "Memórias" mas penso que nunca sentiu necessidade de passar do seu saboroso registo oral para a burocracia da escrita. Uma das urgências maiores que a sua inesperada morte nos exige é a da preservação organização dos seus arquivos, que ele anunciava caóticos mas que, de qualquer maneira, cobrem cerca de 60 anos de história da arte portuguesa.






E passaram por aqui!




Mas que as há, há!