quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

E foi assim, o tão esperado momento...

      Num ambiente acolhedor, estivemos com um grupo de refugiados, acompanhados pelas nossas colegas aposentadas da ASSP, disponíveis para partilhar experiências de vida. O que é ser refugiado, como se vive num país que não é o nosso, porque no nosso somos discriminados, perseguidos, maltratados... 


           Tomara que um dia estas pessoas possam voltar para casa!














segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Parlamento dos Jovens


No dia 16 «Parlamento dos Jovens: Básico» e «Comemoração do Dia Internacional dos Direitos do Homem»

      No dia 16 de dezembro, os delegados e subdelegados estão convidados a assistir a uma palestra, no espaço polivalente da EBAR, aos 3º e 4º tempos, subordinada ao tema do «Racismo, Preconceito e Discriminação» no âmbito dos projetos:  «Parlamento dos Jovens: Básico» e «Comemoração do Dia Internacional dos Direitos do Homem», integrado no Plano de Atividades da Biblioteca Escolar.         
    A sessão será dinamizada pelas professoras coordenadoras do projeto Parlamento dos Jovens, Helena Quadrado e Maria José Sousa, e pelos formadores da Associação de Solidariedade Social dos Professores e conta com a presença de professores, alunos refugiados,  acompanhados pela Associação supramencionada.





sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O Banco de Voluntariado da Fundação Eugénio de Almeida


Clique aqui para ver o que pode fazer pelos outros com a FEA.




Dia 10 de dezembro, dia dos Direitos do Homem, com a Fundação Eugénio de Almeida, o voluntariado na BE





          Neste final de tarde, contámos com a presença da técnica Tânia Semedo Silva que, num ambiente intimista, nos deixou algumas ferramentas disponibilizadas pela Fundação Eugénio de Almeida no sentido de criarmos ou aderirmos a projetos de voluntariado. É só visitar o sítio da Fundação, Banco de Voluntariado (http://www.fundacaoeugeniodealmeida.pt/banco-voluntariado/area-de-voluntarios/2778.htm) fazer a inscrição online e já está, é só esperar que nos chamem!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

«Nous sommes unis» aqui e em todos os lugares, uma homenagem aos que caem todos os dias...

Na sexta-feira dia 20 de novembro e todos os dias, as crianças têm direitos... e deveres!

http://www.unicef.pt/artigo.php?mid=18101111&

Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade
Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

A CDC não é apenas uma declaração de princípios gerais; quando ratificada, representa um vínculo juridíco para os Estados que a ela aderem, os quais devem adequar as normas de Direito interno às da Convenção, para a promoção e protecção eficaz dos direitos e Liberdades nela consagrados.

Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e também pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo (192). Apenas dois países, os Estados Unidos da América e a Somália, ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Portugal ratificou a Convenção em 21 de Setembro de 1990.


A Convenção assenta em quatro pilares fundamentais que estão relacionados com todos os outros
direitos das crianças:


• a não discriminação, que significa que todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial –
todas as crianças, em todas as circunstâncias, em qualquer momento, em qualquer parte do mundo.

• o interesse superior da criança deve ser uma consideração prioritária em todas as acções e decisões que
lhe digam respeito.

• a sobrevivência e desenvolvimento sublinha a importância vital da garantia de acesso a serviços básicos e
à igualdade de oportunidades para que as crianças possam desenvolver-se plenamente.
• a opinião da criança que significa que a voz das crianças deve ser ouvida e tida em conta em todos os assuntos
que se relacionem com os seus direitos.

A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em quatro categorias de direitos:


• os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados)
• os direitos relativos ao desenvolvimento 
(ex. o direito à educação)
• os direitos relativos à protecção 
(ex. o direito de ser protegida contra a exploração)
• os direitos de participação
 (ex. o direito de exprimir a sua própria opinião)

Para melhor realizar os objectivos da CDC, a Assembleia Geral da ONU adoptou a 25 de Maio de 2000 dois Protocolos Facultativos:


 Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à venda de crianças,
prostituição e pornografia infantis
 (ratificado por Portugal a 16 de Maio de 2003);
 Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo ao envolvimento de crianças
em conflitos armados
 
(ratificado por Portugal a 19 de Agosto de 2003);

É para a semana!




       A Escola André de Resende vai fechar durante os dias 26 e 27 de novembro para «mudanças»! Esperamos que seja mesmo desta vez!

Bullying e cyberbullying, basta!


http://www.iacrianca.pt/index.php/setores-iac-cedi/noticias-centro-de-estudos/item/529-iac-cedi-lanca-projeto-bullying-nao





quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Recolha de bens para quem + precisa! Vamos ser solidários!

          Estamos a recolher, junto das nossa auxiliares (telefone), bens de necessidade para ajudar famílias em dificuldade e refugiados.
       Precisamos de agasalhos, roupa, calçado, brinquedos, tudo em estado razoável para darmos algum conforto a quem mais precisa.
        Há um cesto junto ao telefone da escola, é só trazer e deixar lá o que já não vos faz falta, mas que pode trazer alegria e ser essencial para quem nada tem, para quem teve de deixar tudo para trás...


Navegas em segurança!




 
               Navegar é preciso... Mas em segurança!
         A técnica Gabriela Segurado, do IPJ, durante o 1º período, estará com os nossos alunos para dar umas dicas sobre como nos mantermos em segurança. na Net!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Os dias de novembro


01 DOM        Dia de Todos os Santos
01 DOM        Dia Mundial do Veganismo
01 DOM Dia de Pão por Deus
02 SEG  Dia dos Fiéis Defuntos
03 TER         Dia da Sanduíche
03 TER         Dia da Dona de Casa
05 QUI         Dia Mundial do Cinema
06 SEX         Dia do Saxofonista
07 SÁB         Dia Internacional da Preguiça
08 DOM Dia Europeu da Alimentação e da Cozinha Saudáveis
08 DOM Dia Mundial da Radiologia
10 TER         Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento
10 TER         Dia Mundial da Bolota
11 QUA Dia de São Martinho
11 QUA Dia do Armistício
12 QUI         Dia Mundial da Pneumonia
13 SEX         Dia Mundial da Bondade
14 SÁB  Dia Mundial da Diabetes
15 DOM Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa
16 SEG  Dia Internacional da Tolerância
16 SEG         Dia Nacional do Mar
17 TER         Dia Mundial do Não Fumador
17 TER         Dia Mundial da Criatividade
17 TER  Dia Mundial da Prematuridade
17 TER         Dia Internacional dos Estudantes
18 QUA Dia do Ocultismo
18 QUA Dia Europeu do Antibiótico
19 QUI         Dia Mundial da Casa de Banho
19 QUI         Dia Internacional do Homem
20 SEX  Dia Nacional do Pijama
20 SEX  Dia Internacional dos Direitos das Crianças
20 SEX  Dia Internacional da Memória Transgênera
21 SÁB         Dia Mundial da Televisão
21 SÁB         Dia Mundial do Olá
21 SÁB         Dia da Apresentação de Maria
21 SÁB         Dia Europeu da Fibrose Quística
22 DOM Dia de Dar uma Volta
23 SEG         Dia Pelo Fim da Impunidade
23 SEG  Dia do Arando
24 TER         Dia Mundial da Ciência
24 TER         Dia Nacional da Cultura Científica
25 QUA Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres
25 QUA Dia Nacional do Empresário
26 QUI         Dia de Lembrança das Compras
27 SEX         Dia de Nossa Senhora das Graças
28 SÁB         Dia do Planeta Vermelho
29 DOM Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano
30 SEG         Dia das Cidades Pela Vida
30 SEG         Dia de Santo André
30 SEG         Dia da Segurança do Computador

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Pão por Deus, dia 1 de novembro

Pão por Deus




O Pão por Deus é um peditório ritual feito por crianças, embora antigamente participassem também os pobres, associado às práticas relacionadas com as refeições cerimoniais do culto dos mortos. Na Galiza o peditório tem o nome de migalho.
O peditório do Pão por Deus está associado ao antigo costume que se tinha de oferecer pão, bolos, vinho e outros alimentos aos defuntos. Era costume "durante o ano, nos domingos e dias festivos se oferecem por devoção picheis, ou frascos de vinho, e certos pães, que põe em uma toalha estendida sobre a sepultura do defunto, e uma vela acesa." Também se colocava pão, vinho e dinheiro no caixão do defunto para a viagem. No cânon LXIX do II Concílio de Braga do ano 572 proibia-se que se levassem alimentos à tumba. Os peditórios para as almas realizam-se ao longo do ano, em janeiro pelos caretos , durante a quaresma canta-se às almas santas  e faz-se um peditório (pedir as janeirinhas, pedir as maiaspedir os reizinhos são peditórios que tal como os dos caretos se inserem no ciclo dos peditórios rituais que têm lugar ao longo do ano) como o do de "andador de almas", que pedia esmolas pelas almas.
Nos Açores, acreditava-se que uma alma podia azedar o pão. Para que tal não acontecesse, o pão da primeira fornada, "o pão das almas", era colocado numa cadeira na rua à porta de casa, coberto por um pano, para que a primeira pessoa que passasse o levasse para si ou desse a alguém necessitado.
Peditório
Em Portugal, no dia 1 de novembroDia de Todos os Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão por Deus (ou o bolinho) de porta em porta. O dia de Pão por Deus, ou dia de todos os fiéis defuntos, era o dia em que se repartia muito pão cozido pelos pobres. Registado no século XV como o dia em que também se pagava um determinado foro: "Pagardes o dito foro em cada hum ano em dia de pão por Deos".

             Bolinhos e bolinhós
Para mim e para vós,
Para dar aos finados
Que estão mortos e enterrados
À bela, bela cruz
Truz, Truz!
A senhora que está lá dentro
Sentada num banquinho
Faz favor de s'alevantar

Para vir dar um tostãozinho.
 

            
 Se dão doces:
Esta casa cheira a broa,
Aqui mora gente boa.
Esta casa cheira a vinho,
Aqui mora um santinho.
            Se não dão doces:
Esta casa cheira a alho
Aqui mora um espantalho.

Esta casa cheira a unto

            Aqui mora algum defunto.
 


É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Já pedir o "santorinho", que começava nos últimos dias do mês de outubro, era o nome que se dava à tradição em que crianças sozinhas, ou em grupo, de saco na mão iam de porta em porta para ganhar doces.
As crianças quando pedem o Pão por Deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, tremoços, amêndoas ou castanhas que colocam dentro dos seus sacos de pano, de retalhos ou de borlas. Em algumas povoações da zona centro e estremadura chama-se a este dia o Dia dos Bolinhos ou Dia do Bolinho. Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, sendo à base de farinha, erva-doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes.
São vários os versos para pedir o Pão por Deus:
Ó tia, dá pão por Deus?
Se o não tem Dê-lho Deus!

Ou então:

Pão por Deus,
Fiel de Deus,
Bolinho no saco,
Andai com Deus.

Como não é muito aceitável rejeitar o bolinho às crianças, as desculpas eram criativas:
Olha foram-me os ratos ao pote e não me deixaram farelo nem farelote.

A quem lhes recusa o pão por Deus roga-se uma praga em verso ou deixa-se uma ameaça enquanto se fugia em grupo e entre risos
Senão leva com a caneca no focinho!
O termo caneca podia ser substituído por tranca ou cavaca (um pedaço de lenha).

Na primeira metade do século XX as crianças quando iam pedir o
Pão por Deus, acompanhadas por um adulto, levavam uma Coca iluminada:
Pão, pão por deus à mangarola,
encham-me o saco,
e vou-me embora.
Se não ficarem satisfeitos dizem:
O gorgulho gorgulhote,
lhe dê no pote,
e lhe não deixe,
farelo nem farelote.

Dae pão por Deus
Que vos deu deus
P'ra repartir
C'os fieis de deus
Pelos defuntos
De vo'meces...
Quando o peditório é infructuoso:
Tranca me dáes
fujo p'rá rua
E seja tudo
P'l'amor de deus
Versos dos Açores


"
Nesta mesma cidade de Coimbra, onde hoje [ano de 1963] nos encontramos, é costume andarem grupos de crianças pelas ruas, nos dias 31 de outubro e 1 e 2 de novembro, ao cair da noite, com uma abóbora oca e com buracos recortados a fazer de olhos, nariz e boca, como se fosse uma caveira, e com um coto de vela aceso por dentro, para lhe dar um ar mais macabro."
"Em Coimbra o peditório menciona «Bolinhos, bolinhós», e o grupo traz uma abóbora esvaziada com dois buracos a figurarem os olhos de um personagem e uma vela acesa dentro [...]"

As crianças e os adultos que participam nos peditórios representam as almas dos mortos que «neste dia erram pelo mundo», quando pedem pão para partilhar com as almas. O Pão por Deus é uma oferenda que se faz às próprias almas. Em Barqueiros, conselho de Mesão Frio, à meia-noite do dia 1 para 2 de novembro arranjava-se uma mesa com castanhas para os parentes já falecidos lá irem comer durante a noite “não devendo depois ninguém tocar nessa comida, porque ela ficava babada dos mortos”.
Na aldeia de Vila Nova de Monsarros, as crianças faziam os "santórios", recebiam fruta e bolos e cada criança transportava uma abóbora oca com figura de cara, com uma vela dentro.
Em Roriz não se chama Pão por Deus, nem bolinhos, nem santoros, a comezaina que se dá aos rapazes no dia de Todos os Santos ou de Finados. O que os rapazes vão pedir por portas, segundo lá dizem, é os Fiéis de Deus.
Nos Açores dão-se caspiadas às crianças durante o peditório, bolos com o formato do topo de uma caveira, claramente um manjar ritual do culto dos mortos.
Com o passar do tempo, o Pão por Deus sofreu algumas alterações, os meninos que batem de porta em porta podem receber dinheiro, rebuçados ou chocolates. Esta atividade é também realizada nos arredores de Lisboa. Antigamente relembrava a algumas pessoas o que aconteceu no dia 1 de novembro de 1755, aquando do terramoto de Lisboa, em que as pessoas que viram todos os seus bens serem destruídos na catástrofe, tiveram que pedir Pão por Deus nas localidades que não tinham sofrido danos.



O Pão por Deus é o pão, ou oferenda, que se dá aos mortos, o Molete ou Samagaio (Sabatina, Raiva da criança) o pão, ou oferendas que se dá quando uma criança nasce.
Nesta data, em Inglaterra pedia-se o "soul cake" (bolo das almas), que, supõe-se, terá dado origem à tradição do “trick or treat” nos Estados Unidos. Na Bretanha equivale ao rito do "bara ann anaon" ou pão dos mortos.

Património Imaterial Português
«A progressiva implantação do Halloween em Portugal constitui um exemplo de ameaça ou risco à continuidade do Pão por Deus como manifestação do Património Imaterial português, por várias razões. Em primeiro lugar, substitui os versos tradicionais, manifestações da tradição oral da comunidade, por expressões orais originárias do Inglês (Doçura ou travessura!/ “Trick or treat!”).
Em segundo lugar, introduz neste peditório cerimonial infantil o uso de máscaras e fatos muito semelhantes às usadas no Carnaval, mas que tradicionalmente eram totalmente ausentes do Pão por Deus.

Finalmente, e como bem expressam as alterações do nome da tradição, da forma e conteúdo da tradição oral, e também o tipo de máscaras que passaram a ser utilizadas pelas crianças, a introdução do “Halloween” eliminou por completo as conotações religiosas muito presentes na antiga tradição do Pão por Deus

Texto adaptado pela professora Mª José Sousa

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