segunda-feira, 14 de março de 2016

Concurso « Leituras na planície», dia 16 de março, 9.30h na ES Gabriel Pereira

5º B António Sequeira

         Tomás Fialho

5º C Inês Riço


        Sara Nascimento


5º E  Daniela Fialho

         Tiago Figueira 



5º F Margarida Cavaco


        Miguel Grade


5º G Alice Oliveira 

        Filipa Cristiano  

6º A :  Gabriela Amador

                  
           Joana Sarkar

6º C Diogo Miranda

        Luís Neves

6º E Maria Inês Marques

        Delfim Pãozinho

6º F João Peralta

        Ana Boazinha

6º G    Miguel Maria Grilo                  

           Miguel Godinho Grilo

7º B Ana Luísa Moura

         Simão Rebocho


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

«Aos que amam» por Margarida Pedrosa


     Amem-se um ao outro, mas nunca façam desse amor uma prisão, um dever, um impedimento. Que o vosso amor seja como um mar azul, límpido, translúcido entre as vossas duas almas. Aproveitem a vossa alegria, cantem, dancem, porque o sentimento que vos une é nobre, belo e único.

      Que a vossa união nunca represente a perda de liberdade e a perda de sonhos  pois assim serão sempre seres “amputados” … Se repararem, um bandolim apesar de ter cordas que tocam a mesma nota, cada uma toca na sua vez, o som de uma não se sobrepõe ao da outra, estão livres, só assim a melodia poderá ser perfeita, nelas vibra a mesma música, mas cada uma delas é-o por si só.
Que o amor que vos une eleve os vossos corações a lugares belos que em sonhos nunca teriam visitado, que a força de cada um sirva para impulsionar o outro para que se consiga erguer ainda mais alto.
O Amor necessita de liberdade, cada um terá que ter espaço para poder ”esticar as suas próprias asas” e até levantar voo. Juntos sim, mas nunca demasiado perto. Vejam, a oliveira e o pinheiro necessitam do seu próprio espaço para que possam crescer saudáveis. Que cada um se eleve não esquecendo o seu parceiro de caminhada. A sombra de um nunca poderá tapar a do outro, se assim for, não será amor…
O Amor é uma união sagrada. Primeiro foi só um olhar, depois uniram-se e o seu fim é a Eternidade. Que os erros do passado e do presente sejam aceites, não sejam escondidos, pois só em verdade se pode viver e amar.
O Amor, esse fogo sagrado, nunca se poderá deixar extinguir, se isso acontecer, não há nada que o volte a acender.
O Amor verdadeiro visita-nos só uma vez na vida como uma bênção, quando o encontrarem não o deixem partir. Ele ir-nos-á permitir sorrir todos os nossos sorrisos, mas também chorar todas as nossas lágrimas.
 Amem, mas quando amarem, amem profundamente.
Acreditem que a vossa vida será outra!

Cai a Chuva Abandonada

Cai a Chuva Abandonada

Cai a chuva abandonada 
à minha melancolia, 
a melancolia do nada 
que é tudo o que em nós se cria. 

Memória estranha de outrora 
não a sei e está presente. 
Em mim por si se demora 
e nada em mim a consente 


do que me fala à razão. 
Mas a razão é limite 
do que tem ocasião 


de negar o que me fite 
de onde é a minha mansão 
que é mansão no sem-limite. 
Ao longe e ao alto é que estou 
e só daí é que sou. 

Vergílio Ferreira, in Conta-Corrente 1
Alice Moisset

E se nevasse?

Balada da neve 


Batem leve, levemente, 
como quem chama por mim. 
Será chuva? Será gente? 
Gente não é, certamente 
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania: 
mas há pouco, há poucochinho, 
nem uma agulha bulia 
na quieta melancolia 
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente, 
com tão estranha leveza, 
que mal se ouve, mal se sente? 
Não é chuva, nem é gente, 
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía 
do azul cinzento do céu, 
branca e leve, branca e fria... 
- Há quanto tempo a não via! 
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça. 
Pôs tudo da cor do linho. 
Passa gente e, quando passa, 
os passos imprime e traça 
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais 
da pobre gente que avança, 
e noto, por entre os mais, 
os traços miniaturais 
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos... 
a neve deixa inda vê-los, 
primeiro, bem definidos, 
depois, em sulcos compridos, 
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador 
sofra tormentos, enfim! 
Mas as crianças, Senhor, 
porque lhes dais tanta dor?!... 
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza, 
uma funda turbação 
entra em mim, fica em mim presa. 
Cai neve na Natureza 
- e cai no meu coração.

Augusto Gil, Luar de Janeiro 

www.deenickerson.com

E vento!

www.mariagiron.com

Dança do Vento

O vento é bom bailador, 
Baila, baila e assobia. 
Baila, baila e rodopia 
E tudo baila em redor. 
E diz às flores, bailando: 
- Bailai comigo, bailai! 
E elas, curvadas, arfando, 
Começam, débeis, bailando. 
E suas folhas, tombando, 
Uma se esfolha, outra cai. 
E o vento as deixa, abalando, 
- E lá vai!... 
O vento é bom bailador, 
Baila, baila e assobia, 
Baila, baila e rodopia, 
E tudo baila em redor. 
E diz às altas ramadas: 
Bailai comigo, bailai! 
E elas sentem-se agarradas 
Bailam no ar desgrenhadas, 
Bailam com ele assustadas, 
Já cansadas, suspirando; 
E o vento as deixa, abalando, 
E lá vai!... 
O vento é bom bailador, 
Baila, baila e assobia 
Baila, baila e rodopia, 
E tudo baila em redor! 
E diz às folhas caídas: 
Bailai comigo, bailai! 
No quieto chão remexidas, 
As folhas, por ele erguidas, 
Pobres velhas ressequidas 
E pendidas como um ai, 
Bailam, doidas e chorando, 
E o vento as deixa abalando 
- E lá vai! 
O vento é bom bailador, 
Baila, baila e assobia, 
Baila, baila e rodopia, 
E tudo baila em redor! 
E diz às ondas que rolam: 
- Bailai comigo, bailai! 
e as ondas no ar se empolam, 
Em seus braços nus o enrolam, 
E batalham, 
E seus cabelos se espalham 
Nas mãos do vento, flutuando 
E o vento as deixa, abalando, 
E lá vai!... 
O vento é bom bailador, 
Baila, baila e assobia, 
Baila, baila e rodopia, 
E tudo baila em redor! 

Afonso Lopes Vieira, in Antologia Poética

Está frio!

Marie Lafrance



«Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. 
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.»

Mario Quintana

Dia de São Valentim, foi ontem

           
           A história do Dia de São Valentim remonta ao século III d.c. O Imperador Romano Claudius II proibiu os casamentos, para assim angariar mais soldados para as suas tropas. Um sacerdote da época, de nome Valentim, desrespeitou este decreto imperial, realizando casamentos. O segredo foi descoberto e Valentim foi preso, torturado e condenado à morte. Antes conseguiu enviar e receber algumas cartas ainda na cela, o que originou a troca de cartões neste dia, os chamados «valentines».

         A nossa BE fez de pombo correio e as cartas redigidas pelos nossos apaixonados serão entregues «PMP» aos respetivos destinatários! 



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Os apurados para a primeira fase do concurso «Leituras na planície»

5º B António Sequeira
         Tomás Fialho

5º C Inês Riço
        Sara Nascimento


5º E  Daniela Fialho
            Tiago Figueira 

5º F Margarida Cavaco 
        Miguel Grade

5º G Alice Oliveira 
           Filipa Cristiano  

6º A :  Gabriela Amador                  
           Joana Sarkar

6º C Diogo Miranda
        Luís Neves


6º G    Miguel Maria Grilo                  
           Miguel Godinho Grilo

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

No dia 9 de fevereiro de 2016, comemora-se o dia da Internet Mais Segura.

www.seguranet.pt


No dia 9 de fevereiro de 2016, comemora-se o dia da Internet Mais Segura.

A atividade é importante para introduzir, ou reforçar este tema entre os alunos, bem como, para consolidar os conceitos que, eventualmente, terão sido, ou virão a ser, abordados na sala de aula.

Os professores envolvidos na sua realização, também sugerem uma visita aos seguintes endereços de sites, para uma navegação mais segura:

·         Google de Segurança Familiar - Google  [link]
·         Projeto Comunicar em Segurança - PT  [link] 
·         Projeto Internet Segura [link] 
·         Blog MiúdosSegurosNa.Net  [link] 
·         Jovens seguros on-line  [link] 
·         Comissão Nacional de Proteção de Dados [link]

Questionários

·         Questionário online que analisa 11 situações em que pode ficar sujeito ao roubo de identidade. [Questionário]

·         Pequeno questionário que possibilita testar os seus conhecimentos e o seu nível de consciencialização sobre um conjunto de tópicos relativos à forma como utiliza o computador e os serviços da Internet. [Questionário]

·         Questionários para alunos com menos e mais de 12 anos que chamam atenção para os benefícios educacionais e recreativos da Internet e, simultaneamente, promovem a consciencialização para os riscos associados à sua utilização. [Questionário]

·         Teste os seus conhecimento respondendo a questões relacionadas com a segurança das informações, destinadas a alunos com idades compreendidas entre os 7 e os 14 anos. [Questionário]

Vídeos

·         Ensinar segurança on-line às crianças [vídeo]

·         Proteger a sua privacidade e informações pessoais on-line [vídeo]

·         Defesa contra vírus e worms [vídeo]

·         Três coisas que pode fazer para evitar spyware [vídeo]

·         O que deve saber sobre esquemas de phishing [vídeo]


Jogos

·         Jogos para o 1º e 2º ciclos [jogos]

·         Jogos para o 3º ciclo e secundário [jogos]


·         Pais e Educadores [jogos]


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Regulamento Concurso «Leituras na Planície»
Edição 2015/2016

 O concurso «Leituras na Planície» é organizado pelo Agrupamento Manuel Ferreira Patrício e pelo Agrupamento n.º4 de Évora e é destinado a todos os alunos da cidade de Évora. Este desafio tem como objetivos a promoção da leitura e o desenvolvimento da expressão e compreensão escrita/oral. As inscrições decorrem até 4 de fevereiro de 2016.
A prova tem 12 escalões (1.º ao 12.º anos) e decorre em várias eliminatórias, sendo de salientar os seguintes pontos:
- Tema – «Elos de Leitura em Torno do Mar»;
-1.ª eliminatória (22 a 26 de fevereiro) – a realizar nas salas de aula pelos professores titulares  de turma ou professores de Português. O professor deverá selecionar 2 alunos por turma, os quais  irão à 2.ª eliminatória, a realizar ao nível do agrupamento;
- 2.ª eliminatória (14 a 18 de março) – a realizar na Biblioteca Escolar da escola sede do agrupamento. Tem como objetivo o apuramento de 1 aluno, por ano de escolaridade, o qual irá à final.
 - Final - a decorrer no dia 14 de abril. A composição do júri será divulgada oportunamente. Será  apurado um vencedor por cada ano de escolaridade e a todos os participantes será atribuída uma menção honrosa.
 A final do concurso tem como objetivo apurar os melhores leitores. Ao longo das várias eliminatórias, os professores/júris terão os seguintes critérios de seleção, pontuados de 1 a 5:
- Fluência da leitura;
- Expressividade;
- Respeito pela pontuação/entoação;
- Articulação.
 Recomenda-se a escolha de um excerto adequado à faixa etária do aluno bem como ao seu ano de escolaridade. Cada participação não deverá exceder os 5 minutos.

Para o ensino secundário, realizar-se-á também uma Prova Oral (na Final).
Existem 8 grandes ideias desafiantes (Ambiente, Cidadania, Diversidade, Educação, História, Saúde, Sustentabilidade, Relacionamentos) das quais decorrem questões essenciais a serem objeto de apresentação argumentativa. Cada concorrente selecionará uma dessas ideias desafiantes para fazer a sua argumentação.
Cada docente responsável poderá gerir as datas de acordo com a sua organização. Por último, sugere--se que os responsáveis pelo concurso em cada escola/agrupamento sejam os coordenadores das Bibliotecas Escolares.
Organização:
Agrupamento de escolas Manuel Ferreira Patrício
Agrupamento n.º4 de Évora

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

No rescaldo de uma visita sensacional, ainda Pedro Seromenho




A visita de Pedro Seromenho à nossa Escola

                No dia 18 de de janeiro de 2016, o escritor e ilustrador Pedro Seromenho veio à nossa escola apresentar os seus livros. A sessão decorreu na sala multiusos, aliás, estreada nesse momento, que se encontrava decorada com trabalhos dos alunos, desenvolvidos em E.V., Português e ainda na Sala das Cores (gravatas e textos). Os alunos que esperavam o autor estavam engravatados em sua homenagem.
                O encontro começou com a apresentação do escritor e da sua obra por um aluno do 6º ano que também partilhou a sua opinião sobre o livro As gravatas do meu pai. Seguiu-se a apresentação de Pedro Seromenho, que mostrou alguns livros enquanto os «lia» para a plateia, de forma muito animada e divertida, o que cativou quem assistia. Respondeu, então, a algumas perguntas dos alunos e desenhou à vista de todos uma ilustração que ofereceu à Biblioteca da escola. Aceitou ainda o desafio de fazer um desenho em 30 segundos, o que supreendeu o público. No final, o autor deu autógrafos e fez desenhos personalizados a quem pediu.
                Gostámos muito de receber o escritor, que se revelou uma pessoa simpática, divertida, animada e um grande comunicador, para além de se perceber que é um genial criativo. Por essa razão, gostaríamos que ele voltasse e nos mostrasse o seu próximo livro, que sairá em breve.

6º F, texto elaborado na aula de Português

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

As gravatas do meu pai, por Luís Neves, 6ºC



Olá, eu sou o Luís Neves da turma C, do 6º ano. Hoje estou aqui para vos falar do livro As gravatas do meu pai, um livro editado em outubro de 2014 pela Paleta das Letras, escrito e ilustrado por Pedro Seromenho, hoje nosso convidado.
Esta é a história de um menino que tinha pressa de crescer. Ele achava que, se usasse uma das gravatas do seu pai, se tornaria num senhor alto e importante!
O pai fez-lhe a vontade, levou o filho até ao seu armário e ele ficou deslumbrado ao ver tantas gravatas. Por isso resolveu experimentá-las uma a uma, fossem estas felizes, preguiçosas, apaixonadas, aventureiras ou despistadas. Mas nenhuma condizia com aquilo que sentia.
O pai explicou-lhe que ele teria muito tempo para crescer, até porque ser adulto implicava muita responsabilidade e teria que tomar decisões muito difíceis.
O menino sorriu e percebeu o que o pai lhe queria dizer, que não valia a pena ter tanta pressa de crescer a vida é uma verdade que se sobe dia a dia, ano a ano, degrau a degrau. Assim, deixou as gravatas de lado decidiu usar um laço.
Enquanto o menino se via ao espelho, o laço começou a aconchegar-se ao pescoço do menino. O laço disse-lhe que quando ninguém estivesse a ver ele se transformaria numa borboleta e iria leva-lo até as nuvens, disse-lhe ainda que ele se transformaria num gigante do tamanho da sua imaginação.
O livro fez com viajasse sob um olhar de um menino sonhador que ansiava ser crescido e que se vê confrontado com a terrível decisão de escolher, de entre as gravatas de seu Pai, qual a que se adequa à sua personalidade e o fará alcançar o seu sonho de criança.
Eu gostei muito deste livro por várias razões, a primeira porque adoro gravatas e sou um pouco como este menino sonho ser crescido, porque sou o mais novo da minha família e também o da minha turma, eu sei que como o Pedro Seromenho disse um dia «Este livro é uma metáfora (produz sentidos figurados por meio de comparações implícitas) e o ser menino e sonhar em usar gravata é ficarmos adultos mais cedo, tornar a vida mais sombria e cinzenta e esquecer os sonhos que um dia tivemos. Nesta história, as gravatas são máscaras que em vez de taparem a cara, tapam o peito.».
Outra das razões porque eu gostei do livro foi porque ele é uma homenagem aos pais que nos ajudam a sonhar e a concretizar os nossos sonhos.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Pedro Seromenho



        Pedro Seromenho Rocha, de nacionalidade portuguesa, nasceu sob a constelação de gémeos em 1975, na cidade de Salisbúria (Harare), República do Zimbabué. Com apenas dois anos de idade fixou-se em Tavira e mais tarde em Braga, onde actualmente reside. Embora formado em Economia, Pedro Seromenho dedica-se inteiramente a escrever e a ilustrar livros para várias editoras nacionais e brasileiras. Depois do sucesso do livro A Nascente de Tinta, o autor regressa agora ao mundo do sonho e da imaginação com O Reino do Silêncio.



           Esta é a história de um menino que tinha pressa de crescer. Ele achava que, se usasse uma das gravatas do seu pai, se tornaria num senhor alto e importante! Por isso resolveu experimentá-las uma a uma, fossem estas felizes, preguiçosas, apaixonadas, aventureiras ou despistadas. Mas nenhuma condizia com aquilo que sentia.
in wook.pt

Pedro Seromenho inaugura a sala multiusos na nossa escola «nova»! 18 de janeiro pelas 10.05h




https://pt-pt.facebook.com/seromenho75


Pedro SeromenhoEscritor / Ilustrador
De nacionalidade portuguesa, Pedro Seromenho nasceu sob a constelação de gémeos em 1975, na cidade de Salisbúria, Zimbabué. Atualmente reside em Braga e, embora formado em Economia, dedica-se inteiramente a escrever e a ilustrar livros infanto-juvenis e a colaborar em revistas e jornais.

http://paletadeletras.pt/autores-2/

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Os Reis Magos e Mário Quintana

Um trouxe a mirra,
outro o incenso,
outro ouro.
Mirra e incenso evaporam-se
e, agora, 
ainda queres saber o que foi feito do ouro?
Mas tu não sabias? O ouro também evapora-se...

O velório sem defunto, p. 63


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

«No ano passado...», Mário Quintana

«Já repararam como é bom dizer "o ano passado"? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem...Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse "tudo" se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraodinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:

"Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados".

Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos...

Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição - morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.»

«Esperança», Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Parlamento dos Jovens


No dia 16 «Parlamento dos Jovens: Básico» e «Comemoração do Dia Internacional dos Direitos do Homem»

      No dia 16 de dezembro, os delegados e subdelegados estão convidados a assistir a uma palestra, no espaço polivalente da EBAR, aos 3º e 4º tempos, subordinada ao tema do «Racismo, Preconceito e Discriminação» no âmbito dos projetos:  «Parlamento dos Jovens: Básico» e «Comemoração do Dia Internacional dos Direitos do Homem», integrado no Plano de Atividades da Biblioteca Escolar.         
    A sessão será dinamizada pelas professoras coordenadoras do projeto Parlamento dos Jovens, Helena Quadrado e Maria José Sousa, e pelos formadores da Associação de Solidariedade Social dos Professores e conta com a presença de professores, alunos refugiados,  acompanhados pela Associação supramencionada.





sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O Banco de Voluntariado da Fundação Eugénio de Almeida


Clique aqui para ver o que pode fazer pelos outros com a FEA.




Dia 10 de dezembro, dia dos Direitos do Homem, com a Fundação Eugénio de Almeida, o voluntariado na BE





          Neste final de tarde, contámos com a presença da técnica Tânia Semedo Silva que, num ambiente intimista, nos deixou algumas ferramentas disponibilizadas pela Fundação Eugénio de Almeida no sentido de criarmos ou aderirmos a projetos de voluntariado. É só visitar o sítio da Fundação, Banco de Voluntariado (http://www.fundacaoeugeniodealmeida.pt/banco-voluntariado/area-de-voluntarios/2778.htm) fazer a inscrição online e já está, é só esperar que nos chamem!