quarta-feira, 1 de junho de 2016
As crianças
Os vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da Vida que anseia por si mesma.
Eles vêm através de vós mas não de vós.
E embora estejam convosco não vos pertencem.
Podeis dar-lhes o vosso amor mas não os vossos pensamentos,
pois eles têm os seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar os seus corpos mas não as suas almas.
Pois as suas almas vivem na casa do amanhã,
que vós não podereis visitar, nem em sonhos.
Podereis tentar ser como eles, mas não tenteis torná-los como vós.
Pois a vida não anda para trás nem se detém no ontem.
Vós sois os arcos de onde os vossos filhos, quais flechas vivas, serão lançados.
O arqueiro vê o sinal no caminho do infinito e
Ele com o Seu poder faz com que as Suas flechas partam rápidas e cheguem longe.
Ele com o Seu poder faz com que as Suas flechas partam rápidas e cheguem longe.
Que a vossa inflexão na mão do Arqueiro seja para a alegria;
Pois assim como Ele ama a flecha que voa,
Também ama o arco que se mantém estável.
Khalil Gibra in O Profeta
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Direitos da Criança Declaração dos Direitos da Criança Proclamada pela Resolução da Assembleia Geral 1386 (XIV), de 20 de Novembro de 1959.
Preâmbulo
Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, a sua fé nos direitos fundamentais, na dignidade do homem e no valor da pessoa humana e que resolveram favorecer o progresso social e instaurar melhores condições de vida numa liberdade mais ampla;Considerando que as Nações Unidas, na Declaração dos Direitos do Homem, proclamaram que todos gozam dos direitos e liberdades nela estabelecidas, sem discriminação alguma, de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra, origem nacional ou social, fortuna ou outra situação;Considerandoque a criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem necessidade uma protecção e cuidados especiais, nomeadamente de protecção jurídica adequada, tanto antes como depois do nascimento;Considerando que a necessidade de tal protecção foi proclamada na Declaração de Genebra dos Direitos da Criança de 1924 e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos do Homem e nos estatutos de organismos especializados e organizações internacionais preocupadas com o bem-estar das crianças;Considerando que a Humanidade deve à criança o melhor que tem para dar;
A Assembleia Geral
Proclama esta Declaração dos Direitos da Criança com vista a uma infância feliz e ao gozo, para bem da criança e da sociedade, dos direitos e liberdades aqui estabelecidos e com vista a chamar a atenção dos pais, enquanto homens e mulheres, das organizações voluntárias, autoridades locais e Governos nacionais, para o reconhecimento dos direitos e para a necessidade de se empenharem na respectiva aplicação através de medidas legislativas ou outras progressivamente tomadas de acordo com os seguintes princípios:
Princípio 1.º
A criança gozará dos direitos enunciados nesta Declaração. Estes direitos serão reconhecidos a todas as crianças sem discriminação alguma, independentemente de qualquer consideração de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou outra da criança, ou da sua família, da sua origem nacional ou social, fortuna, nascimento ou de qualquer outra situação.
Princípio 2.º
A criança gozará de uma protecção especial e beneficiará de oportunidades e serviços dispensados pela lei e outros meios, para que possa desenvolver-se física, intelectual, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e dignidade. Ao promulgar leis com este fim, a consideração fundamental a que se atenderá será o interesse superior da criança.
Princípio 3.º
A criança tem direito desde o nascimento a um nome e a uma nacionalidade.
Princípio 4.º
A criança deve beneficiar da segurança social. Tem direito a crescer e a desenvolver-se com boa saúde; para este fim, deverão proporcionar-se quer à criança quer à sua mãe cuidados especiais, designadamente, tratamento pré e pós-natal. A criança tem direito a uma adequada alimentação, habitação, recreio e cuidados médicos.
Princípio 5.º
A criança mental e fisicamente deficiente ou que sofra de alguma diminuição social, deve beneficiar de tratamento, da educação e dos cuidados especiais requeridos pela sua particular condição.
Princípio 6.º
A criança precisa de amor e compreensão para o pleno e harmonioso desenvolvimento da sua personalidade. Na medida do possível, deverá crescer com os cuidados e sob a responsabilidade dos seus pais e, em qualquer caso, num ambiente de afecto e segurança moral e material; salvo em circunstâncias excepcionais, a criança de tenra idade não deve ser separada da sua mãe. A sociedade e as autoridades públicas têm o dever de cuidar especialmente das crianças sem família e das que careçam de meios de subsistência. Para a manutenção dos filhos de famílias numerosas é conveniente a atribuição de subsídios estatais ou outra assistência.
Princípio 7.º
A criança tem direito à educação, que deve ser gratuita e obrigatória, pelo menos nos graus elementares. Deve ser-lhe ministrada uma educação que promova a sua cultura e lhe permita, em condições de igualdade de oportunidades, desenvolver as suas aptidões mentais, o seu sentido de responsabilidade moral e social e tornar-se um membro útil à sociedade.
O interesse superior da criança deve ser o princípio directivo de quem tem a responsabilidade da sua educação e orientação, responsabilidade essa que cabe, em primeiro lugar, aos seus pais.
A criança deve ter plena oportunidade para brincar e para se dedicar a actividades recreativas, que devem ser orientados para os mesmos objectivos da educação; a sociedade e as autoridades públicas deverão esforçar-se por promover o gozo destes direitos.
O interesse superior da criança deve ser o princípio directivo de quem tem a responsabilidade da sua educação e orientação, responsabilidade essa que cabe, em primeiro lugar, aos seus pais.
A criança deve ter plena oportunidade para brincar e para se dedicar a actividades recreativas, que devem ser orientados para os mesmos objectivos da educação; a sociedade e as autoridades públicas deverão esforçar-se por promover o gozo destes direitos.
Princípio 8.º
A criança deve, em todas as circunstâncias, ser das primeiras a beneficiar de protecção e socorro.
Princípio 9.º
A criança deve ser protegida contra todas as formas de abandono, crueldade e exploração, e não deverá ser objecto de qualquer tipo de tráfico. A criança não deverá ser admitida ao emprego antes de uma idade mínima adequada, e em caso algum será permitido que se dedique a uma ocupação ou emprego que possa prejudicar a sua saúde e impedir o seu desenvolvimento físico, mental e moral.
Princípio 10.º
A criança deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar a discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Deve ser educada num espírito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos, paz e fraternidade universal, e com plena consciência de que deve devotar as suas energias e aptidões ao serviço dos seus semelhantes.
Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950?
- Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945.
Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida. - As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!
- Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.
- Sabias que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.
- Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF.
- Mesmo assim, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança.
- Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.
- Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!
- Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a:
- afecto, amor e compreensão;
- alimentação adequada;
- cuidados médicos;
- educação gratuita;
- protecção contra todas as formas de exploração;
- crescer num clima de Paz e Fraternidade universais. - Sabias que em só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos das crianças passaram para o papel?
- A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança".
Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz. - Claro que os Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas mesmo assim nem sempre são cumpridos.
- Então, quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigos!).
- Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!
segunda-feira, 23 de maio de 2016
OS HERÓIS, Susana Ramos,9ºA
OS HERÓIS
Os heróis. Pessoas reais ou fictícias que se destacam das restantes como algo que sublinhamos a marcador num livro. Ao longo da nossa vida variam os requisitos necessários para admitirmos alguém como o nosso herói pessoal. É certo que nas raízes da nossa existência pouco mais exigíamos do que a capacidade de erguer objetos com o poder da mente ou uma luta renhida contra um vilão temível.
No entanto, à medida que crescemos, algo heróico é muito mais que isso. É lutar pelas nossas crenças, pelos nossos sonhos e por aquilo que somos, independentemente das dificuldades impostas pela vida ou por outrem. E essas pessoas, mesmo que não tenham combatido a ameaça alienígena, tocam-nos. Tocam-nos num ponto tão profundo de nós próprios que, provavelmente, nem teríamos consciência que existia.
Para tal é necessário algo comum, um propósito com o qual nos identificamos e pelo qual também lutamos. Pode ser uma doença, uma injustiça também presente na nossa realidade. É isso que nos desperta a atenção.
É por isso que julgo que os heróis não são entes divinos, pináculos da criação, os exemplos mais imaculados daquilo que se deve ser ou da vida que devemos levar.
Essas pessoas ou personagens sofrem, choram e vivem em permanente conflito com os seus defeitos ou com o mundo que os rodeia. É isso que os torna humanos, e é a sua resposta de força, persistência ou ousadia que nos inspiram a dar mais de nós todos os dias.
No entanto há que existir um equilíbrio entre aquilo que somos e aquilo que queremos ser. O objetivo de elevarmos estas pessoas à condição de heróis não é tornarmo-nos cópias, mas sermos nós um herói autêntico. Uma versão melhorada da nossa existência, mais forte e mais capaz.
Quem sabe, um dia, não seremos nós a inspiração de alguém.
Campanha do Banco Alimentar Contra a Fome
No próximo fim de semana, nos dias 28 e 29 de maio, terá lugar mais uma Campanha do Banco Alimentar Contra a Fome.
O nosso Agrupamento, ao longo dos últimos anos, tem dado uma preciosa colaboração nas Campanhas, sendo responsável por recolhas em mais do que uma superfície comercial. Muitos elementos da nossa comunidade escolar colaboram ainda durante todo o ano com o Banco Alimentar, sob diversas formas.
Por ser um fim de semana com inúmeras atividades e solicitações na nossa cidade e distrito, estamos ainda a necessitar de voluntários, nomeadamente para a recolha no PINGO DOCE, ex-Feira Nova, superfície comercial que tem 4 portas. Os turnos têm a duração de 2 horas e têm início às 9h, quer no sábado quer no domingo.
Gostaríamos muito de contar com a sua participação! Pode enviar mail para franciscamrss@gmail.com indicando a sua disponibilidade, dia e turno!
Fica também o convite para visitarem as nossas instalações novas ( no Parque Industrial, Rua Circular Nascente, Lote 13, rua paralela à Agriloja, lote contíguo à Evora Jardim e em frente à RIiberalves), colaborando, se o desejarem, nos inúmeros afazeres no armazém nestes dias de Campanha.
O nosso maior agradecimento
A Direção do BACF de Évora
A bela acordada, Adília Lopes
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Construindo metáforas na aula de Português do 6ºE
O desespero é uma cadeira cúmplice. Miguel Mendes
A esperança é uma pedra dura. Marco Figueiras
A solidão é um armário fechado. Delfim Pãozinho
A raiva é um dia chuvoso sem guarda-chuva. Rita Cartaxo
A esperança é uma lâmpada acesa. Tiago Correia
A saudade é uma lâmpada amigável. Sofia Torrão
O amor é um
guarda-chuva amoroso. Guilherme Gralha
A paixão é uma porta infinita. Joana Reis
A saudade é uma pulseira amigável. Rita Oliveira
A saudade é uma porta molhada. Margarida Carapau
A felicidade é uma janela límpida. Joana Simplício
A raiva é uma mala perigosa. Miguel Marques
A paixão é uma porta perigosa. Luís Brites
A vingança é um cabide perigoso. Mariana Tovar
A saudade é um guarda-chuva perigoso. Catarina Nunes
A vitória é um balde orgulhosos. Maria Inês Marques
A tristeza é uma mala vazia. Margarida Carapau
A felicidade é um armário amigável. Duarte Pontes
O medo é um dia chuvoso. Margarida Pardal
«a árvore é uma lenta reverência (...)», António Ramos Rosa/Claire Nivola
quinta-feira, 19 de maio de 2016
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Seminário Melhorar a Escola a partir da Avaliação Anfiteatro (sala 131) do Colégio do Espírito Santo Universidade de Évora 27 de junho de 2016 - Público-alvo: professores, diretores de escolas, investigadores, mestrandos e doutorandos e outros estudantes de Ciências da Educação
Comissão Organizadora:
Isabel Fialho
Luís Sebastião
Marília Cid
José Saragoça
Maria José Silvestre
Sónia Gomes
Ana Paula Correia
Apresentação
Isabel Fialho
Luís Sebastião
Marília Cid
José Saragoça
Maria José Silvestre
Sónia Gomes
Ana Paula Correia
Apresentação
A avaliação de escolas tem vindo a ser apresentada ao nível do discurso político e normativo como um processo que promove a eficácia e a melhoria interna da escola. Porém, num contexto de responsabilização das escolas pelos resultados escolares, de aumento das pressões para a avaliação externa, de elaboração de rankings, as escolas e os seus atores não têm sido capazes de potenciar os processos para a mudança e a melhoria.
O Seminário Melhorar a Escola a partir da Avaliação é - promovido pelo Departamento de Pedagogia e Educação e o Centro Investigação em Educação e Psicologia da Universidade de Évora - e pretende constituir-se como um espaço de encontro, debate e reflexão entre educadores e professores de todos os níveis de educação e ensino, diretores, investigadores, profissionais e estudantes da área das Ciências da Educação no sentido de facilitar a criação de sinergias institucionais e pessoais que permitam às escolas melhorar os seus desempenhos na área da avaliação organizacional.
Objetivos:
- Promover a reflexão e o debate sobre a avaliação de escolas;
- Partilhar estudos e (boas) práticas de avaliação de escolas;
- Valorizar contributos da investigação em Educação e, em especial, na área da avaliação das organizações escolares;
- Fomentar o desenvolvimento de redes e comunidades de aprendizagem capazes de criar sinergias entre escolas/agrupamentos e instituições de ensino superior;
- Contribuir para a melhoria do sistema educativo e para a formação dos seus diferentes atores.
- Divulgar o ObservES – Observatório das Escolas do Sul.
O subdepartamento em grande
Departamento de Línguas –
Subdepartamento de Português
Ciclo de Conferências
“Avaliação em
Análise”
Com
o objetivo de contribuir para uma
reflexão conjunta sobre os desafios que se colocam aos docentes, no que
concerne à problemática da avaliação discente, o Subdepartamento de
Português promove o Ciclo de Conferências “Avaliação em Análise”, aberto à participação de todos os docentes do
Agrupamento.
3.ª Conferência:
18 de maio, 16h
Anfiteatro da Escola Secundária Gabriel Pereira
Doutora Anabela Costa Neves: “Avaliar
é preciso?”
quinta-feira, 12 de maio de 2016
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