segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Ler de qualquer maneira!


Todos juntos podemos ler, na BE, porque ler faz a diferença, fabulando de Évora à Guiné...

          Todos os nomes cabem neste projeto lançado pela RBE.


        «A Rede de Bibliotecas Escolares, Plano Nacional de Leitura e a Direção de Serviços da Educação Especial e Apoios Sócioeducativos conceberam um projeto conjunto denominado Todos Juntos Podemos Ler, que tem como principal objetivo a criação de bibliotecas inclusivas, capazes de proporcionar oportunidades de leitura para todos os alunos.
Perante a crescente inclusão de alunos com necessidades educativas especiais nas escolas do ensino regular, as bibliotecas escolares veem-se, hoje, confrontadas com a imprescindibilidade de responder a uma população escolar com competências diversas e que requer, em muitas situações, meios tecnológicos diferenciados de acesso à leitura.
Criar bibliotecas escolares inclusivas, que assegurem reais oportunidades de leitura para todos os alunos, é talvez um dos maiores desafios colocados às bibliotecas, que se devem assumir como espaço de excelência para o desenvolvimento da literacia e como garante da igualdade de oportunidades quer em contexto sóciocultural, quer em situação de aprendizagem.»
http://www.rbe.min-edu.pt/np4/todos_juntos_podemos_ler.html

        Numa parceria com EMRC, este ano letivo, o projeto a que a BE aderiu quer levar a leitura partilhada até à Guiné-Bissau, uma escola em Quelelé, Lassama Cassamá apoiada por uma ONG, Afectos com Letras. 
            Pretendemos construir histórias de animais, baseadas nas fábulas de Esopo, em que, havendo uma lição de moral esta seja construtiva e nunca castigadora. Vamos subverter histórias, reescrevê-las com sentido de humor mas também com muita responsabilidade. Os animais escolhidos serão  aqueles que os meninos da Guiné tão bem conhecem e os que os nossos vão passar a conhecer. 
            Estas pequenas histórias serão ilustradas em E.V. e no final, juntamos as histórias de cá e as de lá e produziremos um ebook, Bichos, bichezas e bicharocos.
             Aqui, em Évora, o nosso trabalho já esta a andar e para garantir que não faltarão livros aos meninos da Guiné, fizemos uma «vaquinha» e comprámos sete exemplares das Fábulas de Esopo, editadas pela Porto Editora.

Todos juntos, de Évora à Guiné-Bissau, podemos ler, desenhar, colorir



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

São Martinho, 11 de novembro, com os 5º A e F

São Martinho
São Martinho, ou Martinho de Tours, nasceu em cerca de 316 na antiga cidade de Savaria na Panónia, uma antiga província na fronteira do Império Romano, na atual Hungria. Filho de um comandante romano, cresceu na região de Pavia, em Itália, no seio de uma família pagã. Criado para seguir a carreira militar, foi convocado para o exército romano quando tinha quinze anos, viajando por todo o Império Romano do Ocidente. 
Apesar de ter recebido uma educação pagã, foi em adolescente que Martinho descobriu o Cristianismo. Mas foi só mais tarde, em 356, depois de ter abandonado o exército que foi batizado. Tornou-se discípulo de Santo Hilário, bispo de Poitiers (na zona oeste da atual França), que o ordenou diácono e presbítero, regressando de seguida a Panónia, onde converteu a mãe. Mudou-se depois para Milão, de onde terá sido expulso juntamente com Santo Hilário. Isolado, terá passado algum tempo na ilha da Galinária, ao largo da costa italiana. 
De volta à Gália, foi perto de Poitiers que fundou o mais antigo mosteiro conhecido na Europa, na região de Ligugé. Conhecido pelos seus milagres, o santo atraía multidões. Foi ordenado bispo de Tours em 371 e fundou o mosteiro de Marmoutier, na margem do rio Loire, onde vivia na reclusão. Pregador incansável, foi também o fundador das primeiras igrejas rurais na região da Gália, onde atendia tanto ricos como pobres. Morreu a oito de novembro de 397 em Candes e foi sepultado a onze de novembro em Tours, local de intensa peregrinação desde o século V. 
É na data do seu enterro, três dias depois de ter morrido em Candes, que se comemora o dia que lhe é dedicado. Acredita-se que, na véspera e no dia das comemorações, o tempo melhora e o sol aparece. O acontecimento é conhecido pelo “verão de São Martinho” e é muitas vezes associado à conhecida lenda de São Martinho.
Lenda 
Num dia frio e chuvoso de inverno, Martinho seguia montado a cavalo quando encontrou um mendigo. Vendo o pedinte a tremer de frio e sem nada que lhe pudesse dar, pegou na espada e cortou o manto ao meio, cobrindo-o com uma das partes. Mais à frente, voltou a encontrar outro mendigo, com quem partilhou a outra metade da capa. Sem nada que o protegesse do frio, Martinho continuou viagem. Diz a lenda que, nesse momento, as nuvens negras desapareceram e o sol surgiu. O bom tempo prolongou-se por três dias. 
Na noite seguinte, Cristo apareceu a Martinho num sonho. Usando o manto do mendigo, voltou-se para a multidão de anjos que o acompanhavam e disse em voz alta: “Martinho, ainda catecúmeno [que não foi batizado], cobriu-me com esta veste”.













As tradições do dia de São Martinho
O dia de São Martinho é festejado um pouco por toda a Europa, mas as celebrações variam de país para país. Em Portugal é tradição fazer-se um grande magusto, beber-se água-pé e jeropiga. Esta é também uma altura em que se prova o novo vinho. Como diz o ditado popular, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”. 
De acordo com alguns autores, como José Leite de Vasconcelos e Ernesto Veiga de Oliveira, a realização dos magustos remonta a uma antiga tradição de comemoração do Dia de Todos os Santos, onde se acendiam fogueiras e se assavam castanhas. Em outros países, como na Alemanha, acendem-se fogueiras e fazem-se procissões, e em Espanha matam-se porcos, tradição que deu origem ao ditado popular “a cada cerdo le llega su San Martín” (“cada porco tem o seu São Martinho”). Também no Reino Unido existe a expressão “verão de São Martinho” que, apesar de já raramente utilizada, está também ligada com a crença de que o tempo melhora nos dias que antecedem o feriado.


In Observador

Formação de utilizadores – 5º ano



Formação de utilizadores – 5º ano 


No início de novembro, todas as turmas de 5º ano visitaram, com os respetivos diretores de turma, a biblioteca escolar. A professora bibliotecária realizou uma formação de utilizadores, explicando o funcionamento dos diversos espaços da biblioteca, bem como as suas regras. No final, os alunos realizaram um jogo intitulado “Qual é coisa, qual é ela? Detetives na Biblioteca”. Os vencedores ganharam um livro e todos os alunos receberam um marcador de livros com orientações para a realização de trabalhos de pesquisa. 


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Feira do Livro Usado, ajudar quem precisa, de Évora à Guiné, Todos juntos podemos ler...


COMO SE DESENHA UMA CASA

Manuel António Pina [18 de novembro 1943 - 19 de outubro 2012]

COMO SE DESENHA UMA CASA

Primeiro abre-se a porta
por dentro sobre a tela imatura onde previamente
se escreveram palavras antigas: o cão, o jardim impresente,
a mãe para sempre morta.

Anoiteceu, apagamos a luz e, depois,
como uma foto que se guarda na carteira,
iluminam-se no quintal as flores da macieira
e, no papel de parede, agitam-se as recordações.

Protege-te delas, das recordações,
dos seus ócios, das suas conspirações;
usa cores morosas, tons mais-que-perfeitos:
o rosa para as lágrimas, o azul para os sonhos desfeitos.

Uma casa é as ruínas de uma casa,
uma coisa ameaçadora à espera de uma palavra;
desenha-a como quem embala um remorso,
com algum grau de abstracção e sem um plano rigoroso.


[in Como se Desenha uma Casa, de Manuel António Pina, Assírio & Alvim]

http://homepages.paradise.net.nz/philip.webb/10.html

Fabulando de Évora à Guiné






segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O nosso quadro continua por aqui! A nossa BIBLIOTECA é...





Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...

«Eu
não tenho filosofia: tenho sentidos...

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é. 
Mas porque a amo, e amo-a por isso, 
Porque quem ama nunca sabe o que ama 
Nem por que ama, nem o que é amar...»

Alberto Caeiro



Sempé

A história de um gato e da gaivota que o ensinou a voar, L. Sepúlveda

Lina Dudaite (dribbble.com/dudaite)

“Portrait of a Small Boy Reading” Gluyas Williams


Expressão plástica

  Trabalhos de expressão plástica realizados pelos alunos do 1ºano da EB do Rossio, após a leitura de um poema de outono e de «Corre, corre cabacinha», de Alice Vieira.
Trabalhos realizados pelos alunos do 2ºA da EB do Rossio, após a leitura do poema «A Bailarina», da obra Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles.

Recuperando o Halloween, Exposição de Inglês alusiva ao Halloween. trabalhos realizados pelos alunos do 1º ano , 2ºA, 2ºB da EB do Rossio e suas famílias.






segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Uma casa assombrada, Jaqui Lee


Um livro numa noite de bruxas...


Bruxas? Que as há, há!


Pão por Deus pelo 5ºF





Pão por Deus
(Datas Festivas)

Pão por Deus: uma tradição muito nossa
Fala-se muito do dia das Bruxas ou do Halloween, predominante nos países anglo-saxónicos, em que as crianças batem às portas pedindo “treat or tricks” (doces ou travessuras) mas em Portugal temos uma tradição muito semelhante e antiga: o Pão por Deus.
Em Portugal, no dia 1 de Novembro, Dia de Todos-os-Santos, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o Pão-por-Deus (ou o bolinho) de porta em porta. O dia de pão-por-deus, ou dia de todos os fiéis defuntos, era o dia em que se repartia muito pão cozido pelos pobres.
Quando pedem o pão-por-deus, as crianças recitam versos e recebem como oferenda pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, tremoços, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano, de retalhos ou de borlas.
Em algumas povoações da zona centro e estremadura chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou ‘Dia do Bolinho’. Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, sendo feitos com base de farinha e erva-doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes. São chamados "Santorinhos".
São vários os versos para pedir o Pão por Deus:
Ó tia, dá Pão-por-Deus?
Se o não tem Dê-lho Deus!
Ou então:
Pão por Deus,
Fiel de Deus,
Bolinho no saco,
Andai com Deus.



As crianças e os adultos que participam nos peditórios representam as almas dos mortos que «neste dia erram pelo mundo», quando pedem pão para partilhar com as almas. O pão por Deus é uma oferenda que se faz às próprias almas.
Alguns exemplos destas tradições pelo país:
·        Em Barqueiros, Conselho de Mesão Frio, à meia-noite do dia 1 para 2 de Novembro, arranjava-se uma mesa com castanhas para os parentes já falecidos comerem durante a noite, “não devendo depois ninguém tocar nessa comida, porque ela ficava babada dos mortos”. 
·        Na aldeia de Vila Nova de Monsarros, as crianças faziam os "santórios", recebiam fruta e bolos e cada criança transportava uma abóbora oca com figura de cara, com uma vela dentro.
·        "Em Roriz não se chama Pão por Deus, nem bolinhos, nem santoros à comezaina que se dá aos rapazes no dia de Todos os Santos ou de Finados. O que os rapazes vão pedir por portas, segundo lá dizem, é — os fiéis de Deus." 
·        Nos Açores dão-se “caspiadas” às crianças durante o peditório, bolos com o formato do topo de uma caveira, claramente um manjar ritual do culto dos mortos. 
Esta atividade é também realizada nos arredores de Lisboa. Antigamente relembrava a algumas pessoas o que aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755, aquando do terramoto de Lisboa, em que as pessoas que viram todos os seus bens serem destruídos na catástrofe, tiveram que pedir "pão-por-deus" nas localidades vizinhas que não tinham sofrido danos.
Com o passar do tempo, o Pão por Deus sofreu algumas alterações, e os meninos que batem de porta em porta podem receber dinheiro, rebuçados ou chocolates.


Fonte: Wikipedia

Recebemos a turma do 4ºB do Rossio para uma sessão de Formação de Utilizadores que terminou com Poemas com Lombadas.