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sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Hugo Pratt e Corto Maltese na Fundação Eugénio de Almeida até dezembro, a não perder!
Visite a Exposição Corto Maltese: Viagem à
Aventura e fique a conhecer esta e muitas outras obras do autor veneziano que retratam as principais aventuras do marinheiro Corto
Maltese.
Fórum Eugénio de Almeida
9h30 - 19h00
9h30 - 19h00
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Os livros de leitura obrigatória no 2º Ciclo
1º Período
5º ano
«Era uma vez um jardim onde à noite todas as plantas
ganhavam vida. Os gladíolos estavam muito na moda e eram as flores mais
colhidas. Certo dia, nasceu um gladíolo que ficou muito contente por
saber que ia ser colhido. Mas ele ouviu a dona da casa a dizer ao
jardineiro para não colher mais gladíolos porque faziam falta ao jardim.»
6º ano

tinha de ir cercar Tróia.
Mas ficou muito aborrecido com tal coisa, porque não gostava nada destas confusões, e o que o entusiasmava era
o mar
só o mar
o mar
o só mar.»
2º Período
5º ano
Este conto esconde outra grande história. A história de Quentin Bell e
do seu irmão, os sobrinhos de Virginia Woolf e do jornal que faziam
todos os dias para a família, quando Quentin tinha doze ou treze anos.
Um jornal que incluía ilustrações, reportagens, entrevistas e uma enorme
quantidade de artigos, quase como um verdadeiro jornal. Anos mais
tarde, Quentin descreveria as visitas da sua tia Virginia como «uma
cálida brisa vinda de sudoeste, que nos enchia de uma espécie de
espantosa energia». Naturalmente, como era escritora, as crianças
pediram-lhe uma colaboração para o seu jornal. O resultado foi A Viúva e
o Papagaio, um conto infantil sobre o amor aos animais, que a sua tia
fez especialmente para esta ocasião. As crianças atiraram-se a esta
história de enredo surpreendente. Muito tempo mais tarde, Quentin editou
o livro com ilustrações de seu filho Julian. Hoje em dia, o conto é um
clássico e a tia de Quentin, aquela mulher que entrava em sua casa como
uma cálida brisa de sudoeste, é considerada uma das maiores escritoras
de todos os tempos, e a sua obra continua a ser lida e admirada em todo o
mundo.
6º ano
«Uma biblioteca é um labirinto. Não é a primeira vez que me perco numa. Eu e o meu pai temos isso em comum. Penso que foi isso que lhe aconteceu. Ficou perdido no meio das letras, dos títulos, perdido no meio de todas as histórias que lhe habitavam a cabeça.»
sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O pássaro da cabeça
Sou o pássaro que canta
dentro da tua cabeça,
que canta na tua garganta,
que canta onde lhe apeteça.
Sou o pássaro que voa
dentro do teu coração
e do de qualquer pessoa
(mesmo as que julgas que não).
Sou o pássaro da imaginação
que voa até na prisão
e canta por tudo e por nada
mesmo com a boca fechada.
E esta é a canção sem razão
que não serve para mais nada
senão para ser cantada
quando os amigos se vão
e ficas de novo sozinho
na solidão que começa
apenas com o passarinho
dentro da tua cabeça.
Manuel António Pina
in, O Pássaro da Cabeça, edições QUASI
Joana Quelhas, ilustração
Gigões e anantes, uma das primeiras obras de Manuel António Pina
Gigões são anantes muito grandes.
Anantes são gigões muito pequenos.
Os gigões diferem dos anantes porque
uns são um bocado mais outros são um bocado menos.
Era uma vez um gigão tão grande, tão grande,
que não cabia. – Em quê? – O gigão era tão grande
que nem se sabia em que é que ele não cabia!
Mas havia um anante ainda maior que o gigão,
e esse nem se sabia se ele cabia ou não.
Só havia uma maneira de os distinguir:
era chegar ao pé deles e perguntar:
Mas eram tão grandes que não se podia lá chegar!
E nunca se sabia se estavam a mentir!
Então a Ana como não podia
resolver o problema arranjou uma teoria:
xixanava com eles e o que ficava
xubiante ou ximbimpante era o gigão,
e o anante fingia que não.
A teoria nunca falhava porque era toda
com palavras que só a Ana sabia.
E como eram palavras de toda a confiança
só queriam dizer o que a Ana queria.
MANUEL ANTÓNIO PINA
Anantes são gigões muito pequenos.
Os gigões diferem dos anantes porque
uns são um bocado mais outros são um bocado menos.
Era uma vez um gigão tão grande, tão grande,
que não cabia. – Em quê? – O gigão era tão grande
que nem se sabia em que é que ele não cabia!
Mas havia um anante ainda maior que o gigão,
e esse nem se sabia se ele cabia ou não.
Só havia uma maneira de os distinguir:
era chegar ao pé deles e perguntar:
Mas eram tão grandes que não se podia lá chegar!
E nunca se sabia se estavam a mentir!
Então a Ana como não podia
resolver o problema arranjou uma teoria:
xixanava com eles e o que ficava
xubiante ou ximbimpante era o gigão,
e o anante fingia que não.
A teoria nunca falhava porque era toda
com palavras que só a Ana sabia.
E como eram palavras de toda a confiança
só queriam dizer o que a Ana queria.
MANUEL ANTÓNIO PINA
Morreu o escritor Manuel António Pina
Morreu esta
sexta-feira à tarde, no Porto, o escritor e jornalista Manuel António
Pina. Galardoado em 2011 com o Prémio Camões, o mais importante da
Língua Portuguesa, Manuel António Pina tem uma vasta obra de poesia e
literatura infantil, sendo também autor de inúmeras peças de teatro e de
livros de ficção e de crónica.
Manuel António Pina,
jornalista, poeta e escritor tinha 68 anos, nasceu no Sabugal,
licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra.
Aos Filhos
Já nada nos pertence,
nem a nossa miséria.
O que vos deixaremos
a vós o roubaremos.
Toda a vida estivemos
sentados sobre a morte,
sobre a nossa própria morte!
Agora como morreremos?
Estes são tempos de
que não ficará memória,
alguma glória teríamos
fôssemos ao menos infames.
Comprámos e não pagámos,
faltámos a encontros:
nem sequer quando errámos
fizemos grande coisa!
Manuel António Pina, in Um Sítio onde Pousar a Cabeça
nem a nossa miséria.
O que vos deixaremos
a vós o roubaremos.
Toda a vida estivemos
sentados sobre a morte,
sobre a nossa própria morte!
Agora como morreremos?
Estes são tempos de
que não ficará memória,
alguma glória teríamos
fôssemos ao menos infames.
Comprámos e não pagámos,
faltámos a encontros:
nem sequer quando errámos
fizemos grande coisa!
Manuel António Pina, in Um Sítio onde Pousar a Cabeça
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Afonso Cruz «Cada vez mais sou um escritor», DN
«Começou
como realizador de filmes de animação. Ganha a vida como ilustrador.
Diverte-se a fazer música. E entretanto descobriu-se escritor. Este
'artista faz-tudo' ganhou o Prémio de Conto da Associação Portuguesa de
Escritores.
(...) Um dia, decidiu, com a
mulher, Maria João, deixar a sua casa na Almirante Reis, em Lisboa, e
procurar um sítio onde tivessem "uma qualidade de vida melhor". Estão há
dois anos no Monte Novo. Estradas vazias, sempre a direito, o campo
alentejano salpicado por poucas casas. Um ar abafado nestes dias de
Julho até chegar quase a Almadafe, perto de Casa Branca, que fica perto
do Vimieiro, que, por sua vez, fica para lá de Arraiolos, antes de
Estremoz. Mudar assim foi um risco. Mas calculado. São freelancers (ela é
designer), sabiam bem o que queriam e não se arrependem. Lisboa fica a
uma hora e meia de distância, "não custa nada". Dentro de casa está mais
fresco. Uma sala enorme, uma chaminé, estantes de livros, o telefone
fixo (a rede de telemóvel não é muito fiável), um amplo espaço de
trabalho com computadores e seus acessórios. Têm até um computador de
reserva. "Não podemos correr o risco de ficar sem computador, seria
trágico." O gato gordo a dormir no tapete, brinquedos espalhados.
Silêncio. Três hectares de terreno, que "está agora um pouco
abandonado". Ele chegou a plantar algumas árvores, transferiu oliveiras,
teve uma horta, mas, até no Alentejo, os dias têm só 24 horas. "Não
tenho tempo. Tenho tido tanto trabalho", diz Afonso. Não é um lamento.
Antes pelo contrário.»
in http://www.dn.pt/gente/interior.aspx?content_id=1614941
Afonso Cruz, quem é?
Nasceu em 1971, na Figueira da Foz e
estudou nas Belas Artes de Lisboa, no Instituto Superior de Artes Plásticas da
Madeira e na António Arroio. É escritor, músico, cineasta e ilustrador.
Escreveu oito livros: A Carne de Deus
(Bertrand), Enciclopédia da Estória Universal (Quetzal - Grande Prémio de Conto
Camilo Castelo Branco 2010), Os Livros Que Devoraram o Meu Pai (Caminho -
Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2009), A Contradição Humana (Caminho -
Prémio Autores 2011 SPA/RTP; escolha White Ravens 2011; Menção Especial do
Prémio Nacional de Ilustração 2011, Lista de Honra do IBBY - International
Board on Books for Young People, Prémio Ler/Booktailors - Melhor Ilustração
Original), A Boneca de Kokoschka (Quetzal), O Pintor Debaixo do Lava-Loiças
(Caminho), Enciclopédia da Estória Universal - Recolha de Alexandria
(Alfaguara) e Jesus Cristo Bebia Cerveja (Alfaguara). Participou ainda nos
livros Almanaque do Dr. Thackery T. Lambshead de Doenças Excêntricas e
Desacreditadas (Saída de Emergência), O Prazer da Leitura (FNAC/Teodolito), O
Caso do Cadáver Esquisito (Associação Cultural Prado), Vollüspa (HMEditora),
Antologia de Ficção Científica Fantasporto (Asa).
Ilustrou, desde 2007, cerca de trinta
livros para crianças, trabalhando com autores como José Jorge Letria, António
Torrado, Alice Vieira. O livro Bichos Diversos em Versos foi seleccionado pela
Biblioteca Internacional de Juventude /White Ravens 2010 e Galileu à Luz de uma
Estrela ganhou o Prémio Ler/Booktailors 2011 - Melhor Ilustração Original.
Também tem publicado ilustrações em revistas, capas de livros e publicidade.
Em 2007 gravou um disco (Homemade
Blues) com a banda de que é membro, The Soaked Lamb, para o qual compôs todos
os originais, escreveu letras, tocou guitarra, harmónica, banjo, lap steel, ukulele
e cantou. Em 2010, lançou um novo CD, Hats and Chairs, apenas de originais e
com vários convidados.
The
Soaked Lamb foi uma das bandas distinguida nos Prémios Pop Eye 2011, atribuídos
pelo Festival Cáceres Pop Art, em Espanha.
Trabalhou como animador em vários
filmes e séries tais como A Maravilhosa Expedição
às Ilhas Encantadas; pilotos de A Demanda do R, Toni Casquinha, Óscar, As
aventuras de João sem Medo; e vários filmes de publicidade.
Fez
layouts para alguns episódios da série Angelitos e realizou vários filmes de O
Jardim da Celeste, Rua Sésamo e Ilha das Cores.
Juntamente com mais duas pessoas,
realizou uma curta-metragem chamada Dois Diários e um Azulejo, que ganhou duas
menções honrosas (Cinanima e Famafest), um prémio do público e participou em
diversos festivais internacionais. Também foi o realizador de O Desalmado e da
série Histórias de Molero (uma adaptação do livro de Dinis Machado, O Que Diz
Molero). Para publicidade destaca-se a campanha Intermarché onde realizou mais
de duzentos filmes durante os anos de 2006 e 2007.
in http://afonso-cruz.blogspot.pt/
Afonso Cruz vence prémio de literatura da União Europeia
O escritor Afonso Cruz é o vencedor português do prémio de literatura da União Europeia. Este galardão para a literatura consiste na nomeação de um embaixador para a literatura e na eleição de um jovem talento de cada um dos países participantes. O valor monetário do prémio é de cinco mil euros.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Prémio Nobel da Literatura 2012
«Um dos mais celebrados escritores no seu país, embora não isento de
polémica, Mo Yan faz habitar a sua obra de um humanismo compassivo,
habitualmente centrado na ruralidade da localidade em que nasceu a 5 de
Março de 1955, Gaomi, na província de Shandong. O escritor, que lançou o
seu primeiro romance, Falling Rain On a Spring Night, em 1981,
mereceu a mais nobre distinção do mundo da literatura por ser, segundo
comunicado pelo comité do Nobel, um autor "cujo realismo alucinatório
funde contos tradicionais, História e contemporaneidade".» in Público
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
O Cantinho dos animais de Évora e a adoção responsável
Hoje, dia Mundial do Animal, estaremos na Praça do Giraldo até às 19h. No próximo Sábado estaremos no Hospital Veterinário Muralha Évora com alguns dos nossos animais para mais uma Campanha de Adoção.
O Hospital Veterinário Muralha Évora associa-se a esta iniciativa com a
oferta da desparasitação e da identificação eletrónica dos animais
adotados e surpresas para os novos donos!
Não faltem!!
5 de outubro - Dia do Professor
Neste dia comemoramos o Dia Mundial do Professor. Sem os professores não há escola, não há Educação nem há Desenvolvimento!
Nós, os alunos e os professores juntos, formamos um todo!
Nós, os alunos e os professores juntos, formamos um todo!
«Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem.» Leonardo da Vinci
O dia 4 de outubro é o Dia Mundial do Animal. Um pouco por todo o país,
estão previstas atividades de consciencialização e proteção dos animais.
Desde 15 de outubro de 1978 que os direitos dos animais estão fixados na Declaração Universal dos Direitos do Animal, criada pela UNESCO. O objetivo deste memorando é assegurar a preservação das espécies de todo o planeta e garantir o seu bem-estar. O Dia Mundial do Animal celebra-se desde 1930 em homenagem a São Francisco de Assis, um protetor dos animais, que morreu a 4 de outubro de 1226.
Desde 15 de outubro de 1978 que os direitos dos animais estão fixados na Declaração Universal dos Direitos do Animal, criada pela UNESCO. O objetivo deste memorando é assegurar a preservação das espécies de todo o planeta e garantir o seu bem-estar. O Dia Mundial do Animal celebra-se desde 1930 em homenagem a São Francisco de Assis, um protetor dos animais, que morreu a 4 de outubro de 1226.
Franciscus van Assisi nasceu em Assis velha cidade da Itália, situada na região da Úmbria em 26 de setembro de 1182.
Passou por um período de doença na sua vida, a partir do qual decidiu passar a ajudar os mais carenciados. Franciscus amava os animais e protegia-os. Chegou a comprar pássaros engaiolados só para os ver voar de novo em liberdade.
Passou por um período de doença na sua vida, a partir do qual decidiu passar a ajudar os mais carenciados. Franciscus amava os animais e protegia-os. Chegou a comprar pássaros engaiolados só para os ver voar de novo em liberdade.
Cerâmica de Bordallo Pinheiro
«A grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser avaliados pelo modo como os seus animais são tratados.»
Mahatma Gandhi
1869 - 1948
1869 - 1948
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Outubro é o Mês Internacional da Biblioteca Escolar.
O mês de outubro é o Mês Internacional da Biblioteca
Escolar. Esta declaração foi aprovada pela International Association of School Librarianship (IASL) em janeiro de
2008, quando o comité executivo da IASL aprovou a mudança do Dia
Internacional da Biblioteca Escolar (celebrado todas as quadragésima segunda-feira
de outubro) pelo Mês Internacional da Biblioteca Escolar.
O seu objetivo é chamar a atenção sobre a
importância das bibliotecas escolares na educação. Esta mudança coincide
com o décimo aniversário da sua celebração por parte da IASL, e
permite aos responsáveis das bibliotecas escolares de todo o mundo
eleger o dia do mês de outubro que melhor se adapte às suas necessidades
com o fim de ressaltar a importância das bibliotecas escolares.
Dia Internacional da Música
O Dia Internacional da Música comemora-se anualmente a 1 de outubro.
A data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, que agrega vários organismos e individualidades do mundo da música.
O objetivo da celebração do Dia Internacional da Música é:
A data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, que agrega vários organismos e individualidades do mundo da música.
O objetivo da celebração do Dia Internacional da Música é:
- Promover a arte musical em todos os setores da sociedade;
- Aplicação dos ideais da UNESCO como a paz e amizade entre as pessoas, evolução das culturas e troca de experiências.
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