quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Regulamento Concurso «Leituras na Planície»
Edição 2015/2016

 O concurso «Leituras na Planície» é organizado pelo Agrupamento Manuel Ferreira Patrício e pelo Agrupamento n.º4 de Évora e é destinado a todos os alunos da cidade de Évora. Este desafio tem como objetivos a promoção da leitura e o desenvolvimento da expressão e compreensão escrita/oral. As inscrições decorrem até 4 de fevereiro de 2016.
A prova tem 12 escalões (1.º ao 12.º anos) e decorre em várias eliminatórias, sendo de salientar os seguintes pontos:
- Tema – «Elos de Leitura em Torno do Mar»;
-1.ª eliminatória (22 a 26 de fevereiro) – a realizar nas salas de aula pelos professores titulares  de turma ou professores de Português. O professor deverá selecionar 2 alunos por turma, os quais  irão à 2.ª eliminatória, a realizar ao nível do agrupamento;
- 2.ª eliminatória (14 a 18 de março) – a realizar na Biblioteca Escolar da escola sede do agrupamento. Tem como objetivo o apuramento de 1 aluno, por ano de escolaridade, o qual irá à final.
 - Final - a decorrer no dia 14 de abril. A composição do júri será divulgada oportunamente. Será  apurado um vencedor por cada ano de escolaridade e a todos os participantes será atribuída uma menção honrosa.
 A final do concurso tem como objetivo apurar os melhores leitores. Ao longo das várias eliminatórias, os professores/júris terão os seguintes critérios de seleção, pontuados de 1 a 5:
- Fluência da leitura;
- Expressividade;
- Respeito pela pontuação/entoação;
- Articulação.
 Recomenda-se a escolha de um excerto adequado à faixa etária do aluno bem como ao seu ano de escolaridade. Cada participação não deverá exceder os 5 minutos.

Para o ensino secundário, realizar-se-á também uma Prova Oral (na Final).
Existem 8 grandes ideias desafiantes (Ambiente, Cidadania, Diversidade, Educação, História, Saúde, Sustentabilidade, Relacionamentos) das quais decorrem questões essenciais a serem objeto de apresentação argumentativa. Cada concorrente selecionará uma dessas ideias desafiantes para fazer a sua argumentação.
Cada docente responsável poderá gerir as datas de acordo com a sua organização. Por último, sugere--se que os responsáveis pelo concurso em cada escola/agrupamento sejam os coordenadores das Bibliotecas Escolares.
Organização:
Agrupamento de escolas Manuel Ferreira Patrício
Agrupamento n.º4 de Évora

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

No rescaldo de uma visita sensacional, ainda Pedro Seromenho




A visita de Pedro Seromenho à nossa Escola

                No dia 18 de de janeiro de 2016, o escritor e ilustrador Pedro Seromenho veio à nossa escola apresentar os seus livros. A sessão decorreu na sala multiusos, aliás, estreada nesse momento, que se encontrava decorada com trabalhos dos alunos, desenvolvidos em E.V., Português e ainda na Sala das Cores (gravatas e textos). Os alunos que esperavam o autor estavam engravatados em sua homenagem.
                O encontro começou com a apresentação do escritor e da sua obra por um aluno do 6º ano que também partilhou a sua opinião sobre o livro As gravatas do meu pai. Seguiu-se a apresentação de Pedro Seromenho, que mostrou alguns livros enquanto os «lia» para a plateia, de forma muito animada e divertida, o que cativou quem assistia. Respondeu, então, a algumas perguntas dos alunos e desenhou à vista de todos uma ilustração que ofereceu à Biblioteca da escola. Aceitou ainda o desafio de fazer um desenho em 30 segundos, o que supreendeu o público. No final, o autor deu autógrafos e fez desenhos personalizados a quem pediu.
                Gostámos muito de receber o escritor, que se revelou uma pessoa simpática, divertida, animada e um grande comunicador, para além de se perceber que é um genial criativo. Por essa razão, gostaríamos que ele voltasse e nos mostrasse o seu próximo livro, que sairá em breve.

6º F, texto elaborado na aula de Português

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

As gravatas do meu pai, por Luís Neves, 6ºC



Olá, eu sou o Luís Neves da turma C, do 6º ano. Hoje estou aqui para vos falar do livro As gravatas do meu pai, um livro editado em outubro de 2014 pela Paleta das Letras, escrito e ilustrado por Pedro Seromenho, hoje nosso convidado.
Esta é a história de um menino que tinha pressa de crescer. Ele achava que, se usasse uma das gravatas do seu pai, se tornaria num senhor alto e importante!
O pai fez-lhe a vontade, levou o filho até ao seu armário e ele ficou deslumbrado ao ver tantas gravatas. Por isso resolveu experimentá-las uma a uma, fossem estas felizes, preguiçosas, apaixonadas, aventureiras ou despistadas. Mas nenhuma condizia com aquilo que sentia.
O pai explicou-lhe que ele teria muito tempo para crescer, até porque ser adulto implicava muita responsabilidade e teria que tomar decisões muito difíceis.
O menino sorriu e percebeu o que o pai lhe queria dizer, que não valia a pena ter tanta pressa de crescer a vida é uma verdade que se sobe dia a dia, ano a ano, degrau a degrau. Assim, deixou as gravatas de lado decidiu usar um laço.
Enquanto o menino se via ao espelho, o laço começou a aconchegar-se ao pescoço do menino. O laço disse-lhe que quando ninguém estivesse a ver ele se transformaria numa borboleta e iria leva-lo até as nuvens, disse-lhe ainda que ele se transformaria num gigante do tamanho da sua imaginação.
O livro fez com viajasse sob um olhar de um menino sonhador que ansiava ser crescido e que se vê confrontado com a terrível decisão de escolher, de entre as gravatas de seu Pai, qual a que se adequa à sua personalidade e o fará alcançar o seu sonho de criança.
Eu gostei muito deste livro por várias razões, a primeira porque adoro gravatas e sou um pouco como este menino sonho ser crescido, porque sou o mais novo da minha família e também o da minha turma, eu sei que como o Pedro Seromenho disse um dia «Este livro é uma metáfora (produz sentidos figurados por meio de comparações implícitas) e o ser menino e sonhar em usar gravata é ficarmos adultos mais cedo, tornar a vida mais sombria e cinzenta e esquecer os sonhos que um dia tivemos. Nesta história, as gravatas são máscaras que em vez de taparem a cara, tapam o peito.».
Outra das razões porque eu gostei do livro foi porque ele é uma homenagem aos pais que nos ajudam a sonhar e a concretizar os nossos sonhos.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Pedro Seromenho



        Pedro Seromenho Rocha, de nacionalidade portuguesa, nasceu sob a constelação de gémeos em 1975, na cidade de Salisbúria (Harare), República do Zimbabué. Com apenas dois anos de idade fixou-se em Tavira e mais tarde em Braga, onde actualmente reside. Embora formado em Economia, Pedro Seromenho dedica-se inteiramente a escrever e a ilustrar livros para várias editoras nacionais e brasileiras. Depois do sucesso do livro A Nascente de Tinta, o autor regressa agora ao mundo do sonho e da imaginação com O Reino do Silêncio.



           Esta é a história de um menino que tinha pressa de crescer. Ele achava que, se usasse uma das gravatas do seu pai, se tornaria num senhor alto e importante! Por isso resolveu experimentá-las uma a uma, fossem estas felizes, preguiçosas, apaixonadas, aventureiras ou despistadas. Mas nenhuma condizia com aquilo que sentia.
in wook.pt

Pedro Seromenho inaugura a sala multiusos na nossa escola «nova»! 18 de janeiro pelas 10.05h




https://pt-pt.facebook.com/seromenho75


Pedro SeromenhoEscritor / Ilustrador
De nacionalidade portuguesa, Pedro Seromenho nasceu sob a constelação de gémeos em 1975, na cidade de Salisbúria, Zimbabué. Atualmente reside em Braga e, embora formado em Economia, dedica-se inteiramente a escrever e a ilustrar livros infanto-juvenis e a colaborar em revistas e jornais.

http://paletadeletras.pt/autores-2/

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Os Reis Magos e Mário Quintana

Um trouxe a mirra,
outro o incenso,
outro ouro.
Mirra e incenso evaporam-se
e, agora, 
ainda queres saber o que foi feito do ouro?
Mas tu não sabias? O ouro também evapora-se...

O velório sem defunto, p. 63


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

«No ano passado...», Mário Quintana

«Já repararam como é bom dizer "o ano passado"? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem...Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse "tudo" se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraodinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:

"Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados".

Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos...

Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição - morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.»

«Esperança», Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...